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07/07/2010 - 21h39 / Atualizada 07/07/2010 - 22h17

Moratinos diz que não há razão para "posição comum" após libertações em Cuba

Havana, 7 jul (EFE).- O chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, afirmou hoje em Havana que já não existe "nenhuma razão" para que a União Europeia (UE) mantenha sua política de "posição comum" para Cuba, após o anúncio que o Governo da ilha libertará 52 presos políticos.

"Se conseguíssemos escavar a questão dos presos, a posição comum seria logicamente retirada", disse Moratinos à imprensa na capital cubana.

Vigente desde 1996, a chamada "posição comum" condiciona as relações do bloco europeu com Cuba a avanços democráticos e em matéria de direitos humanos na ilha.

A proposta da Espanha ao bloco comunitário é normalizar as relações com Cuba e pôr fim a essa política.

Moratinos, que encerrou uma visita de dois dias a Cuba para apoiar o diálogo entre a Igreja cubana e o Governo, participou hoje de uma reunião com o presidente Raúl Castro, o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega, e o chanceler da ilha, Bruno Rodríguez, após a qual se deu o anúncio das libertações.

Moratinos afirmou que a decisão "se deve logicamente ao diálogo que a Igreja Católica e as autoridades cubanas mantiveram e aos esforços de outros que contribuíram através do diálogo".

O chefe da diplomacia espanhola insistiu na fórmula do diálogo para obter estes "resultados positivos" e disse que foi a via para "escavar uma questão que sempre estava presente na comunidade internacional com relação a Cuba".

Sobre o processo de libertação dos dissidentes, explicou que "será feito de forma gradual", mas advertiu do "pleno compromisso" de ser realizado definitivamente.

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