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07/07/2010 - 14h32 / Atualizada 07/07/2010 - 14h42

Rússia, EUA e R.Unido preparam troca de espiões, diz advogada

Moscou 7 jul (EFE).- A Rússia, os Estados Unidos e o Reino Unido preparam a troca de 11 espiões condenados em território russo por outros 11 detidos em países ocidentais por espionar para Moscou, entre os quais inclusive poderiam estar os dez capturados recentemente nos EUA.

O anúncio foi feito hoje por Anna Stavítskaya, advogada do cientista russo Ígor Sutiaguin, que cumpre uma condenação de 15 anos por espionagem, após informar que seu cliente será deportado para o Reino Unido em troca de uma pessoa presa nesse país.

"Sutiaguin será enviado à Inglaterra em troca de uma pessoa que será entregue à Rússia", disse a advogada à agência oficial russa "Itar-Tass" e acrescentou que a mudança de país do cientista poderia acontecer amanhã.

O cientista, empregado do Instituto dos EUA e Canadá adjunto à Academia de Ciências da Rússia, foi preso no dia 27 de outubro de 1999 sob a acusação de entregar documentação militar secreta ao Ocidente.

Sutiaguin foi declarado culpado de "alta traição em forma de espionagem" em favor dos EUA em processo realizado em 2004 e infestado de irregularidades, segundo a Anistia Internacional (AI), que reconheceu o cientista como "preso político".

A advogada precisou poucas horas depois que Sutiaguin já foi levado de seu centro penitenciário a Moscou, onde pode ser visitado por seus familiares, que disseram que sua deportação é parte de uma troca em grupo de espiões ocidentais por russos.

Segundo Stavítskaya, "11 pessoas serão trocadas por outras 11, e Sutiaguin é uma delas. É o que contou a seus pais". "Por enquanto não fica claro quem são estas pessoas e por quem serão trocadas", disse advogada a "Interfax".

Stavítskaya disse que Sutiaguin não descarta que entre os 11 espiões estejam os dez recém detidos nos EUA por pertencer, supostamente, a uma rede que espionava a favor da Rússia.

A imprensa afirma que as autoridades dos EUA propõem um trato com estes dez presos, parte dos quais já reconheceram ter identidade e documentação falsa e trabalhar para Moscou.

Pelo trato, eles reconheceriam a culpa por delitos menores em troca de penas mais suaves e sua posterior deportação à Rússia, o que permitiria aos EUA evitar uma cadeia de longos processos nos quais poderia tornar publicas informações confidenciais sobre os métodos de trabalho dos serviços secretos norte-americanos.

Além disso, tal solução, segundo a imprensa, permitiria a Washington e Moscou fechar o embaraçoso caso de espionagem, que escurece a nova etapa de suas relações bilaterais e poderia prejudicar a ratificação nos EUA do novo tratado de desarmamento nuclear.

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