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08/07/2010 - 19h48 / Atualizada 08/07/2010 - 20h03

EUA entram em acordo com Rússia para troca de espiões

Washington, 8 jul (EFE).- Washington chegou hoje a um acordo com Moscou para a troca dos espiões russos que atuavam nos Estados Unidos por quatro pessoas que estão presas na Rússia por terem trabalhado, aparentemente, para agências de inteligência ocidentais.

O anúncio faz parte de uma carta que o Departamento de Justiça americano enviou à juíza de Nova York Kimba M. Wood, encarregada do caso das dez pessoas que foram detidas duas semanas atrás em solo americano, e que hoje se declararam culpadas de espionar para a Rússia.

Depois de receber a declaração de culpabilidade, o Departamento de Justiça ordenou a "deportação imediata" dos dez espiões. Segundo a Promotoria em Nova York, as autoridades querem que ela aconteça "em 72 horas".

O acordo foi assinado pelos dois Governos depois da declaração de culpabilidade dos detidos. Uma vez cumprido o requisito, segundo o Departamento de Justiça, a Rússia se compromete a libertar quatro prisioneiros.

A carta não divulga os nomes dos presos, mas diz que todos eles estão cumprindo penas de prisão na Rússia.

Três foram acusados de "traição", por ter trabalhado como espiões para potências estrangeiras, e alguns se encontram em um estado de saúde muito delicado, segundo o Departamento de Justiça.

A agência também assegura que alguns dos presos foram militares russos ou trabalhavam para o Governo da Rússia ou da antiga União Soviética.

Agora, estes prisioneiros serão libertados e poderão deixar o país com suas famílias.

O conteúdo do acordo foi divulgado no mesmo dia do comparecimento dos dez acusados de espionagem para a Rússia perante a juíza federal Kimba M. Wood, do Distrito Sul de Nova York.

Na audiência, os detidos se declararam culpados da acusação de conspiração, por terem trabalhado como agentes para um Governo estrangeiro dentro dos EUA sem notificação oficial.

A audiência serviu para conhecer os verdadeiros nomes dos acusados, alguns dos quais se faziam passar por cidadãos americanos, quando em verdade eram cidadãos russos que trabalhavam para Moscou.

Assim, os conhecidos como Richard Murphy e Cynthia Murphy disseram que seus verdadeiros nomes eram Vladimir Guryev e Lydia Guryev.

Michael Zottoli e Patricia Mills eram, na verdade, Mikhail Kutsik e Natalia Pereverzeva; enquanto os verdadeiros nomes de Donald Howard Heathfield e Tracey Lee Ann Foley são Andrey Bezrukov e Elena Vavilova.

Juan Lázaro, que se fazia passar por uruguaio, reconheceu hoje, como já tinha declarado há poucos dias, que seu verdadeiro nome era Mikhail Anatonoljevich Vasenkov, também um agente russo.

Apenas três pessoas usavam seus nomes verdadeiros. Trata-se da jornalista peruana Vicky Peláez, esposa de 'Juan Lázaro', assim como Anna Chapman e Mikhail Semenko, ambos também de cidadania russa.

"Este é um caso extraordinário, que se desenvolveu durante anos de trabalho dos investigadores, dos advogados das agências de inteligência e dos promotores", disse hoje o procurador-geral Eric Holder.

"O acordo que alcançamos hoje nos permite resolver o caso de uma maneira satisfatória para os EUA e seus interesses", acrescentou.

Na mesma linha se manifestou o porta-voz do Departamento de Estado americano Mark Toner, que disse hoje que os EUA "não teriam obtido nenhum benefício significativo em matéria de segurança nacional com a prisão em território americano destes dez agentes ilegais".

Segundo ele, "os EUA aproveitaram a oportunidade para assegurar a libertação dos quatro indivíduos que cumprem pena de prisão na Rússia, vários dos quais se encontram em um delicado estado de saúde".

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