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08/07/2010 - 15h46 / Atualizada 08/07/2010 - 15h53

Mais 3 pessoas são condenadas por complô para atentar contra aviões

Londres, 8 jul (EFE).- Três cidadãos britânicos foram declarados culpados de conspirar para cometer atentados relacionados a uma trama desativada em 2006 para atentar contra aviões em voo com explosivos líquidos.

Com eles, o número de pessoas condenadas no Reino Unido por esse complexo caso passa para 12, embora nem todas sofram as mesmas acusações.

Segundo a Polícia, Ibrahim Savant, Arafat Waheed Khan e Waheed Zaman tinham sido recrutados pelos líderes do complô, mas desconheciam muitos detalhes do mesmo e, inclusive, que os alvos fossem aviões transatlânticos.

Por isso foram acusados de estarem dispostos a cometer um atentado, mas sem precisar sua natureza.

Em março de 2009, outros três homens, Abdulla Ahmed Ali, Assad Sarwar e Tanvir Hussain, também residentes no leste de Londres, já foram condenados pela acusação concreta de planejar um atentado contra aviões transatlânticos com destino à América do Norte com explosivos caseiros líquidos.

No entanto em um julgamento anterior, de abril a setembro de 2008, Ali, considerado líder da trama, Sarwar e Hussain tinham sido declarados culpados só de conspiração para matar, sem que o júri conseguisse chegar a um veredicto sobre o suposto complô para atentar contra aviões.

Pela complexidade do caso e a ausência de veredictos unânimes, a Promotoria britânica tomou a extraordinária decisão de pedir que estes três britânicos voltassem a ser julgados.

Segundo a legislação deste país, o promotor pode solicitar a um tribunal que o julgamento seja repetido quando o júri não chegar a um veredicto sobre algum dos crimes.

Após esse primeiro julgamento de 2008, que a Promotoria considerou insatisfatório, todos os acusados, incluindo Savant, Khan e Zaman, foram submetidos a um segundo processo, do que saiu a acusação de culpabilidade de Ali, Sarwar e Hussain.

Os três receberão sentença, possivelmente prisão perpétua, amanhã ou na segunda-feira.

A diretora da divisão antiterrorista da Promotoria, Sue Hemming, disse hoje que as penas de Savant, Khan e Zaman põem fim a vários anos de trabalho das autoridades para encerrar um caso que custou 35 milhões de libras e no qual se analisaram quase 10 mil testemunhos, entre outras provas.

Toda esta série de julgamentos começou em 2008, dois anos depois que em agosto de 2006 a Polícia britânica desarticulou um grupo que, segundo as autoridades, queria cometer atentados no interior de aviões com explosivos líquidos ocultos como refrescos que introduziriam na cabine como bagagem de mão.

Os explosivos seriam detonados por uma equipe de terroristas suicidas repartidos em várias rotas com destinos nos Estados Unidos ou Canadá.

A desativação da trama levou à introdução nos aeroportos de todo o mundo de medidas de segurança duras, ainda em vigor, que restringem a quantidade de líquido que pode ser levada na bagagem de mão.

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