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08/07/2010 - 13h29 / Atualizada 08/07/2010 - 13h46

Polícia diz que morte de ex-amante de Bruno está indiretamente comprovada

Rio de Janeiro, 8 jul (EFE).- A Polícia considera que a materialidade da morte da ex-amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes está indiretamente comprovada, apesar de o cadáver não ter sido encontrado, e acusou hoje o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos de ter sido o autor do homicídio.

"Eliza está morta e a materialidade está indiretamente comprovada", afirmou Edson Moreira, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, responsável pelas investigações, em entrevista coletiva em Belo Horizonte, na qual divulgou detalhes de seus trabalhos.

Pelo menos sete pessoas, entre elas o jogador, estão detidas pelo sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza, assim como pelo sequestro de seu bebê, cujo pai seria Bruno, enquanto o ex-policial, conhecido como Bola, Paulista ou Neném, acusado de ter estrangulado a jovem, continua foragido.

Bruno, que se entregou na quarta-feira, está na mira da Polícia há semanas, depois da denúncia do desaparecimento de Eliza, de 25 anos.

O caso, que inicialmente era investigado como um desaparecimento, começou a ser solucionado na terça-feira, quando um adolescente de 17 anos e primo do goleiro confessou sua participação no crime e deu detalhes sobre o ocorrido com a jovem, desde seu sequestro, em junho, no Rio de Janeiro, até sua morte em uma casa em Vespasiano, Minas Gerais.

Moreira disse que esteve ontem com o adolescente nas inspeções que a Polícia fez na casa em que Eliza foi assassinada e seu corpo, escondido, segundo a versão do menor.

De acordo com seus relatos, depois que Eliza foi levada à força para o sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), o goleiro pediu a um amigo, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, que "resolvesse" o problema.

A jovem teria sido levada para outra casa, em Vespasiano, onde Nenem a teria estrangulado, esquartejado, dado partes de seu corpo para cachorros comerem e escondido os ossos em um buraco que cobriu com cimento.

Moreira disse que o testemunho de outros acusados e as provas recolhidas até o momento permitem comprovar grande parte do relato apresentado pelo menor, primo de Bruno.

Ainda de acordo com o comissário, o dono da casa onde teria ocorrido o crime é o ex-policial Neném, que fugiu ontem quando percebeu a chegada da Polícia, acusado de ser o autor material do homicídio.

"O menor nos acompanhou nas buscas pela casa e chorava compulsivamente lembrando a cena do crime. Fomos ao local para verificar a versão apresentada pelo adolescente", disse Moreira.

"A investigação está praticamente chegando a uma conclusão. Cerca de 80% do depoimento do adolescente é verdadeiro", acrescentou.

O também delegado Wagner Pinto, que também participa das investigações, disse que, antes de entrar na casa, o jovem descreveu seu interior com detalhes e relatou a existência de vários cachorros.

"O que é certo é que o menor teria ido com Macarrão e Eliza para uma residência, onde houve a execução da Eliza foi asfixia mecânica. Neném teria estrangulado, matado e desovado o corpo", segundo Pinto.

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