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09/07/2010 - 12h00 / Atualizada 09/07/2010 - 12h05

Atentado deixa ao menos 52 mortos e dezenas de feridos no Paquistão

Igor G. Barbero Islamabad, 9 jul (EFE).- Ao menos 52 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em um atentado suicida junto a escritórios do governo na conflituosa região tribal paquistanesa de Mohmand, onde as operações do Exército contra os insurgentes não conseguem colocar fim à violência terrorista.

Uma fonte policial informou à Agência Efe que o atentado deixou 52 mortos e 105 feridos, enquanto o canal privado "Geo TV", citando uma fonte oficial, elevou o número de mortos para 56.

De acordo com a versão policial, em torno das 9h30 local (1h30, Brasília) duas explosões provocadas por terroristas suicidas sacudiram a localidade de Yakaghand em Mohmand, local situado na fronteira com o Afeganistão.

Um dos suicidas, que se deslocava em um veículo, explodiu sua carga no meio de um bazar, enquanto o segundo fez o mesmo em frente ao escritório do assistente do chefe da Administração política local, onde 150 pessoas tinham se concentrado para vê-lo.

Um morador explicou à Efe que o lugar atacado está na entrada da região, na estrada principal que parte da cidade de Pesháwar, capital da província vizinha de Pakhtunkhwa.

Segundo a Polícia, 30 veículos, 60 lojas e outros edifícios como uma pequena prisão ficaram gravemente prejudicados pelas explosões.

Vários canais de televisão paquistaneses informaram que alguns presos, incluindo talibãs, escaparam do centro penitenciário após o atentado.

As forças de segurança isolaram a área, na qual as equipes de resgate estiveram buscando a vítimas entre os escombros durante horas.

Entre os mortos há pelo menos seis crianças e alguns membros da força "Khasadar" (Polícia tribal), segundo a rede privada "Express TV".

Os feridos, muitos deles em estado crítico, foram transferidos em ambulâncias a hospitais de Pesháwar, dada à ausência de bons hospitais na região.

O primeiro-ministro paquistanês, Yousef Razá Guilani, condenou o atentado e ordenou a abertura de uma investigação para esclarecer o ocorrido, segundo um comunicado divulgado por seu escritório.

Em outra nota oficial, o titular de Assuntos Exteriores, Shah Mehmood Qureshi, assegurou que "nunca se permitirá ao terrorismo triunfar em seus vis objetivos" e ressaltou que "o Governo e o povo do Paquistão estão comprometidos em erradicar esta ameaça".

As forças de segurança paquistanesas lançaram no verão de 2008 uma grande operação contra a insurgência talibã na região e em diversas ocasiões o comando militar assegurou que a área foi "limpa" de fundamentalistas, mas os fatos seguem sendo registrados com frequência.

Além de Mohmand, o Exército do Paquistão se encontra atualmente enrascado em ofensivas em seis das sete demarcações que formam o cinto tribal fronteiriço com o Afeganistão, um território empobrecido no qual facções talibãs afegãs e paquistanesas, membros da Al Qaeda e outros grupos extremistas encontram refúgio.

Segundo alguns analistas, estas operações levaram os insurgentes a fugir de uma demarcação a outra em função da intensidade das ações.

Por sua vez, o comando paquistanês advertiu que para que os insurgentes não voltem a encontrar espaço nas regiões de conflito, a estratégia militar deve ser acompanhada de um eficiente plano de restauração da autoridade política, algo que não aconteceu plenamente.

Mais de 12 mil pessoas morreram em 2009 em diferentes ataques violentos no país, um quarto delas em atentados terroristas, segundo um relatório do Instituto do Paquistão para Estudos de Paz.

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