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09/07/2010 - 20h41 / Atualizada 09/07/2010 - 21h30

Compromisso da Odebrecht de voltar ao Equador é "propício", diz ministro

Quito, 9 jul (EFE).- O compromisso da construtora Odebrecht de solucionar todas as controvérsias com o Equador para voltar a operar no país andino é "propício" aos interesses equatorianos, declarou nesta sexta-feira em Quito o ministro coordenador de Setores Estratégicos equatoriano, Jorge Glas.

"O Estado equatoriano conseguiu um acordo propício para o interesse nacional", disse Glas à agência estatal "Andes", ao reiterar o compromisso do consórcio brasileiro para solucionar todas as controvérsias com o Equador.

Segundo a "Andes", a Odebrecht se comprometeu, além disso, a realizar os investimentos necessários para assegurar o pleno funcionamento a longo prazo de uma usina hidrelétrica que construiu no Equador, mas que apresentou problemas estruturais.

Em setembro de 2008, o presidente equatoriano, Rafael Correa, ordenou a expulsão da Odebrecht do Equador, após não chegar a um acordo para a reparação da usina hidrelétrica de San Francisco, que estava em construção.

A execução dessa obra, autorizada à Odebrecht em 2007, foi financiada com um crédito de US$ 286,8 milhões outorgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que o Equador impugnou por supostas irregularidades em sua contratação.

Em novembro daquele mesmo ano, o Equador apresentou um processo de arbitragem internacional para analisar o pagamento do crédito, o que também permitiu que, em janeiro de 2009, se solucionasse um conflito diplomático com o Brasil, que havia chamado para consultas seu embaixador em Quito pelo caso Odebrecht.

Segundo Glas, o novo compromisso de Odebrecht inclui a "obrigação do consórcio de efetuar as obras necessárias" para o funcionamento da usina de San Francisco, assim como "garantir por cinco anos a reparação das obras civis" e "um pagamento transacional pelas paralisações da usina", entre outros.

Além disso, o ministro assinalou que "as obras realizadas pelo consórcio serão supervisadas por uma fiscalização independente".

Uma fonte da Odebrecht disse à agência "Andes" que o convênio "reafirma as boas relações entre os Governos do Equador e do Brasil e permitirá o reinício das operações da Odebrecht" no país andino.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, em entrevista coletiva oferecida hoje em Quito, disse que conhecia, de forma superficial, o compromisso da Odebrecht de voltar ao Equador.

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