UOL Notícias Notícias
 
11/07/2010 - 23h10 / Atualizada 11/07/2010 - 23h21

Betancourt assegura que não processará Governo colombiano

Bogotá, 11 jul (EFE).- A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt negou neste domingo que vá processar o Estado colombiano pelos prejuízos ocasionados durante seu sequestro por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e assinalou que os US$ 6,8 milhões que exige em uma ação de conciliação é um número simbólico.

Em entrevista divulgada pelo "Canal Caracol", a ex-refém das Farc disse que a informação que se divulgou é distorcida e precisou que não há nem haverá nenhum processo contra o Estado.

"Não há nenhum ataque contra o Governo que me libertou nem contra o presidente Álvaro Uribe, a quem devo todo o agradecimento e reconhecimento. Não há um processo contra as Forças Militares que me tiraram das garras das Farc", disse, responsabilizando totalmente os rebeldes de seu sequestro de mais de seis anos.

Explicou que o que ela e sua família apresentaram foi uma solicitação de conciliação com a qual procura que as outras vítimas do terrorismo, como os parentes dos de sequestrados, possam ser reparadas e indenizadas.

"Desde o princípio nós estabelecemos com os advogados que não íamos processar o Estado colombiano", ressaltou.

Sobre a raiva e indignação que causou na Colômbia a milionária solicitação de Betancourt no valor de 13 bilhões de pesos (US$ 6,8 milhões) indicou que é simbólica e reconheceu que se arrepende de ter apresentado esse pedido da maneira que foi feita.

"Essa soma, que é astronômica e absurda, é simbólica, é simbólica porque é muito difícil pretender taxar o sofrimento das famílias vítimas do terrorismo", comenta.

A ex-candidata presidencial assinalou que seus advogados fizeram-no em um afã de solidariedade com os demais ex-sequestrados que apresentaram processos de reparação.

Betancourt assegurou também que o Estado colombiano nunca aceitou uma ação de conciliação e por isso ela e seus advogados sabiam que os 13 bilhões de pesos que exigem são um "número totalmente simbólico e não representa nada".

"É necessário que o que aconteceu comigo não volte a acontecer com ninguém e me parece importante que os cidadãos possam conversar com o Estado colombiano e analisar os erros e dizer-lhe quando algo não está bem", disse.

A ex-refém das Farc acrescentou que no dia de seu sequestro lhe foram retirados os seguranças e os militares lhe permitiram a passagem a uma zona onde se apresentavam combates com a guerrilha.

"Manipular a segurança significa controlar a campanha de um candidato e isso é gravíssimo que aconteça no país", disse, especificando que para ela foi muito doloroso que os colombianos tenham ficado com a sensação de que o que ela procura é uma reparação milionária.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host