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11/07/2010 - 14h33 / Atualizada 11/07/2010 - 14h33

Comissão investigará se choques motivaram suicídio de fugitivo no R.Unido

Londres, 11 jul (EFE).- A Comissão Independente de Queixas à Polícia (IPCC, na sigla em inglês) investigará se dois disparos com armas de eletrochoque efetuados pela Polícia britânica contra o suposto assassino Raoul Moat motivaram seu suicídio, diz a edição de hoje do jornal "The Observer".

A IPCC anunciou uma investigação sobre os últimos momentos do confronto entre Moat e a Polícia, que, após uma busca de uma semana, o encurralou durante seis horas em um campo próximo à cidade de Rothbury, no nordeste da Inglaterra.

Na madrugada de sábado, o fugitivo, procurado por matar uma pessoa e ferir outras duas, se matou com um tiro, pondo fim a uma dramática perseguição que despertou uma grande operação policial.

Pouco antes de o suspeito cometer suicídio, os agentes dispararam as armas de eletrochoque, despejando uma descarga de 50 mil volts, o que pode ter tido o efeito contrário do desejado, que era imobilizar Moat para evitar justamente que se matasse, aponta o "The Observer".

A IPCC também analisará outros pontos obscuros do procedimento policial como, por exemplo, por que ignoraram as advertências da prisão de Durham, de onde Moat saiu no dia 1º, de que o suspeito poderia ser uma ameaça para sua ex-namorada.

Moat, que foi porteiro de discoteca, tinha 37 anos e era pai de três filhos, acabava de cumprir uma condenação de 18 semanas por agressão sexual. Ele é acusado de ter baleado no dia 3 sua ex-namorada, Samantha Stobbart, de 22 anos, e o atual namorado dela, Chris Brown, de 29, que morreu por causa dos disparos.

Um dia mais tarde, Moat também teria atirado em um policial na cidade de Newcastle, também no nordeste inglês.

Depois disso tudo, Moat fugiu e desencadeou uma operação policial que culminou com um cerco de quatro dias à cidade de Rothbury, onde seu carro foi encontrado e em cujas imediações estaria escondido.

Com sua morte, diversos membros de sua família, como seu irmão Angus, o apontaram como vítima e fizeram críticas por não terem sido chamados para negociar e tentar convencê-lo a se entregar.

Em declarações à "BBC", Angus Moat condenou hoje a atuação da imprensa, cuja transmissão ao vivo dos últimos momentos da vida de seu irmão teria transformado o ocorrido em uma execução pública.

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