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11/07/2010 - 08h10 / Atualizada 11/07/2010 - 08h44

Decreto egípcio defende que pais do profeta Maomé não estão no inferno

Cairo, 11 jul (EFE).- As autoridades religiosas egípcias emitiram uma fatwa (decreto muçulmano) o qual assegura que os pais de Maomé, o profeta do islamismo, não estão no inferno.

O decreto religioso foi publicado no site do instituto Dar al Ifta, criado no Egito em 1895 e que emite cerca de mil ditames diários sobre os mais diversos assuntos.

O anúncio foi feito depois de um estudo dos ulemás (sábios) da instituição para dar fim a uma polêmica sobre a fé dos pais de Maomé e sobre se estão no paraíso ou no inferno.

Em seu comunicado, o instituto Dar al Ifta explica que os pais de Maomé não podem estar no inferno porque morreram antes da chegada do islã à Terra.

Além disso, segundo a teoria do Dar al Ifta, os pais de Maomé viveram num período no qual não lhes chegou nenhuma mensagem de nenhum profeta de Alá, como Jesus Cristo - considerado pelo islã como profeta da religião -, e, portanto, não eram infiéis.

Por isso, os pais de Maomé são julgados por seu comportamento, que segundo os ulemás foi bom.

Maomé nasceu no ano 570. Seu pai, Abdala Ibn Abd al Mutalib, faleceu antes do nascimento de seu filho e sua mãe, quando o futuro profeta tinha 6 anos. Após ficar órfão, foi criado por seu tio Abu Talib.

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