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11/07/2010 - 11h39 / Atualizada 11/07/2010 - 11h52

Quinze anos após massacre, 775 vítimas são sepultadas em Srebrenica

(atualiza com mensagem do presidente americano, Barack Obama).

Sarajevo, 11 jul (EFE).- Os atos pelo 15º aniversário do massacre de cerca de 8 mil muçulmanos em Srebrenica, na Bósnia-Herzegóvina, começaram hoje no centro memorial de Potocari com o sepultamento dos restos mortais de 775 vítimas.

No início da cerimônia, foram colocadas flores no memorial, inaugurado em 2003.

Dezenas de milhares de bósnios foram ao ato em longas caravanas de ônibus e carros pelas estreitas ruas da pequena cidade no leste bósnio.

Entre outros, estiveram presentes nos atos o presidente bósnio, Haris Silajdzic, o alto representante da comunidade internacional na Bósnia, Valentin Inzko, o secretário-geral do Conselho da Europa, Torbjorn Jagland, além de Yves Leterme, primeiro-ministro da Bélgica, país que ocupa a presidência de turno da União Europeia (UE) este semestre.

Também assistiram aos atos o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, o presidente da Sérvia, Boris Tadic, altos cargos de outros países vizinhos, e o embaixador americano na Bósnia, Charles English, que transmitiu uma mensagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"O horror de Srebrenica é uma mancha na consciência coletiva do mundo. Nossa obrigação é lembrar o ocorrido e impedir que ocorram crimes no futuro", afirma a mensagem de Obama.

A sepultura das vítimas ocorre de acordo com o rito religioso islâmico, oficiado pelo máximo hierarca da comunidade muçulmana na Bósnia-Herzegóvina, Mustafa Ceric.

Até agora, foram sepultadas no cemitério do centro memorial de Potocari 3.749 vítimas do massacre, identificadas por DNA.

Seus cadáveres foram exumados em diferentes valas comuns no leste da Bósnia-Herzegóvina.

O enterro coletivo de hoje é o maior de vítimas do massacre, ocorrido em 11 de julho de 1995, quando as tropas servo-bósnias do general Ratko Mladic conquistaram a região de Srebrenica, então zona protegida da ONU, poucos meses antes do fim dos três anos e meio de guerra civil bósnia que enfrentou muçulmanos, sérvios e croatas.

Quase oito mil homens muçulmanos foram assassinados quando as tropas servo-bósnias tomaram Srebrenica, um enclave islamita na parte sérvia da Bósnia-Herzegóvina.

O massacre foi considerado como genocídio pelas instituições judiciais internacionais.

Quinze anos depois, Mladic, o ex-líder militar servo-bósnio e um dos principais acusados pelo massacre de Srebrenica pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), segue foragido da Justiça.

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