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16/07/2010 - 06h22

Ex-presidente da BP diz que homofobia persiste na sociedade britânica

Londres, 16 jul (EFE).- A homofobia não desapareceu da vida pública britânica, segundo denúncia do ex-presidente-executivo da British Petroleum (BP), John Browne.

Browne, de 62 anos, teve que renunciar há três anos de seu cargo na companhia petrolífera após fracassar em sua tentativa de impedir que fossem publicados detalhes sobre uma relação homossexual que tinha mantido.

Em artigo que publica nesta sexta-feira o jornal "The Guardian", Browne se refere a um caso mais recente, a renúncia do secretário do Tesouro, o liberal-democrata David Laws, em maio passado, por ocultar do Parlamento despesas por uma casa que compartilhava com seu parceiro.

Laws disse queria manter em segredo a relação, e por isso reivindicava o dinheiro para manter a casa sem explicar a finalidade.

Segundo Brown, este novo caso mostra que muitos personagens públicos seguem pensando que devem ocultar sua homossexualidade para prosperar em suas carreiras, o que lhes torna vítimas fáceis de uma imprensa disposta a desmascará-los de qualquer forma.

"É uma vergonha que uma figura pública, uma geração mais jovem que a minha, sinta que deva ocultar sua sexualidade", comenta Brown, que renunciou depois que seu ex-parceiro vendeu a um jornal a história de seus quatro anos de relações.

"Tenho a impressão de que o mundo empresarial continua sendo mais intolerante com a homossexualidade aberta que outras profissões, como o jornalismo ou as artes", disse.

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