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16/07/2010 - 09h20

Junta Militar endurece condições da prisão domiciliar de Suu Kyi

Bangcoc, 16 jul (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) endureceu as condições da prisão domiciliar sobre a principal opositora do país e Nobel da Paz, Suu Kyi, informou hoje uma rádio da dissidência.

O trâmite para que Suu Kyi pudesse ver seus advogados demorava anteriormente até três dias, mas com a nova regulação a espera vai demorar até quatro dias mais, segundo Nyan Win, um de seus advogados.

Nyan Wyn assinalou que também proibiram falar dos casos com pessoas alheias ao processo.

Até no último dia 10, os advogados solicitavam uma permissão de visita à Polícia e normalmente recebiam uma resposta três dias depois.

A partir de agora, primeiro deverão escrever uma carta na qual Suu Kyi autoriza a reunião, apresentar o escrito à Polícia, que um agente o leve à casa da detida, em Yangun, que o firme e que seja devolvido à delegacia pertinente, e depois continuar com o processo que se cumpria antes.

As autoridades birmanesas não ofereceram explicações para complicar o contato de um detido com seus advogados, neste caso o da Nobel da Paz de 1991, quem viveu sob prisão domiciliar 15 dos últimos 21 anos.

O regime militar birmanês tem 2,2 mil presos políticos que tiveram a libertação negada para que não participem das eleições legislativas que serão organizadas neste ano, apesar da pressão internacional, porque os considera delinquentes comuns.

Suu Kyi, seu recém-dissolvido partido, A Liga Nacional para a Democracia (LND), e outras formações boicotaram este pleito por antidemocráticos.

Mianmar está governada pelos militares desde o levante do general Ne Win, em 1962.

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