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16/07/2010 - 23h13

Lula se lança à campanha eleitoral e divide palanque com Dilma no Rio

Rio de Janeiro, 16 jul (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lançou hoje definitivamente à campanha eleitoral e apoiou com veemência a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no primeiro comício do partido para as eleições de outubro, realizado no Rio de Janeiro.

Lula fez uma calorosa defesa das virtudes de Dilma, abraçou a candidata várias vezes e levantou seu braço em sinal de vitória, ovacionados pelos cerca de 2 mil seguidores que acompanharam o comício no centro de Rio, debaixo de fortes chuvas e ventos.

Ele ressaltou que, "com a força e a vontade desse povo", Dilma será a próxima presidente, "para que o Brasil experimente pela primeira vez que a mulher não é objeto de cama e mesa, que a mulher é um ser político e que pode fazer mais e melhor do que fizemos durante 500 anos neste país".

Vestido com um casaco recebido de presente do presidente da Bolívia, Evo Morales, Lula destacou a competência o preparo de Dilma. Ele lembrou o trabalho da atual candidata como ministra-chefe da Casa Civil de 2005 até março deste ano, quando deixou o Governo para se dedicar à campanha para as eleições de 3 de outubro.

O presidente destacou a "competência" e "compromisso" de Dilma como qualidades para a Presidência. Segundo ele, a candidata "está preparada" para assumir o cargo máximo do país e "poria as mãos no fogo" por ela.

Ele também lembrou que a candidata foi vítima da ditadura militar brasileira (1964-1985). "Tem cara de anjo, mas foi torturada barbaramente e recebeu choques elétricos".

Segundo Lula, Dilma é a única candidata que evitaria "retrocessos" nas políticas sociais e econômicas que seu Governo impulsionou nos últimos oito anos. Ele pediu aos cidadãos que deem continuidade a seu trabalho.

Em um tom menos exaltado, Dilma fez inúmeras referências ao atual presidente e às conquistas de seu Gabinete, lembrando a origem humilde de Lula, o que, segundo ela, "lhe deu força" para trabalhar pelos pobres.

"Lula dizia que ele não podia governar por ser trabalhador e é um dos melhores presidentes da história. Eu também não posso me equivocar, tenho que honrar todas as mulheres", manifestou a candidata.

Dilma prometeu governar de acordo com as carências sociais, assegurando que conservará a "herança" deixada por Lula. "Nós não vamos governar sozinhos. Nós vamos governar com o povo, escutando o povo, percebendo suas necessidades e fazendo o possível e o impossível para atendê-las".

Os dois concentraram parte de seus discursos em problemas locais do Rio de Janeiro, como a violência e a precária qualidade de vida nas favelas, onde vive um terço dos 6 milhões de habitantes da cidade.

Lula defendeu a transformação das favelas em bairros e na aplicação de políticas que desmontem a "vergonhosa segregação" promovida, segundo ele, pela elite política nos últimos séculos.

Dilma foi a última a participar do ato eleitoral e seu discurso teve um tom mais ameno que o de Lula, em parte pelo clima chuvoso, que já tinha espantado muitos seguidores da praça da Cinelândia, onde estava montado o palanque do PT.

A persistente chuva obrigou muitos simpatizantes a usarem suas bandeiras e letreiros como guarda-chuvas improvisados.

O comício começou com uma passeata liderada por Dilma em companhia de milhares de seguidores pela avenida Rio Branco, no centro do Rio. Lula só se uniu ao ato depois do fim da caminhada, na Cinelândia.

A maioria dos presentes ao ato levava emblemas do PMDB, maior partido da coalizão de Governo, mas também havia um nutrido grupo de seguidores do PT e de outros partidos.

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