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16/07/2010 - 18h32

ONU mantém presidente de Ruanda como assessor, apesar das críticas

Nações Unidas, 16 jul (EFE).- A ONU declarou nesta sexta-feira que mantém o presidente de Ruanda, Paul Kagame, como co-presidente - junto ao presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero - do grupo de assessores para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), apesar de sua polêmica acusação por genocídio.

"Os dois co-presidentes continuarão sendo os mesmos, já que o secretário-geral (da ONU, Ban Ki-moon) confia que ambos continuarão colaborando no trabalho do grupo assessor para preparar a cúpula de setembro em Nova York", disse o porta-voz das Nações Unidas, Farhan Haq, em entrevista coletiva.

Haq declarou que Ban Ki-moon agradeceu o papel desempenhado por Rodríguez Zapatero nesta iniciativa da ONU para promover os Objetivos do Milênio, assim como a presença do ministro de Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, que tomou o lugar do premiê espanhol na primeira reunião do grupo, hoje, em Madri.

Zapatero havia cancelado sua presença na quinta-feira, depois de ser criticado por vários grupos políticos e organizações de direitos humanos.

Moratinos então se reuniu com o secretário-geral da ONU e outros membros do grupo, como a ex-presidente chilena, Michelle Bachelet, e a esposa de Nelson Mandela, Graça Machel.

No entanto, a presença de Kagame em Madri despertou polêmica devido às acusações de genocídio, crimes contra a humanidade e terrorismo no tribunal da Audiência Nacional espanhola.

Haq voltou a negar hoje que a ONU queria surpreender o Governo espanhol com a convocação de Kagame como parceiro de Zapatero, justificando que a ONU informou às autoridades de Madri sobre a decisão e que não tomou conhecimento de uma oposição do Governo espanhol quanto à escolha de um líder incriminado nos tribunais espanhóis.

O juiz Fernando Andreu, da Audiência Nacional espanhola, instrui uma causa contra Kageme pelo assassinato de nove espanhóis durante o conflito entre hutus e tutsis em Ruanda nos anos 1990.

Segundo a sentença, de fevereiro de 2008, o presidente Kagame não foi processado porque, como chefe de Estado, goza de imunidade. No entanto, existem "sólidos indícios" de sua participação nos crimes.

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