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16/07/2010 - 12h48

Paquistão culpa Índia por falta de avanços em diálogo

Islamabad/Nova Délhi, 16 jul (EFE).- O Paquistão culpou hoje a Índia pela falta de avanços no delicado processo de diálogo bilateral e diz que a vizinha que conversar quase exclusivamente sobre a luta contra o terrorismo.

"A Índia não está totalmente preparada para o diálogo. Quiseram falar só sobre alguns assuntos. O diálogo não pode avançar se só prestarmos atenção ao que a Índia considera importante e ignorarmos as preocupações do Paquistão", declarou hoje o ministro de Assuntos Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, segundo o canal televisivo "Express".

Ontem, Qureshi se reuniu em Islamabad com seu colega indiano, S.M. Krishna, no primeiro encontro desse nível desde o atentado terrorista de Mumbai, no final de 2008, que terminou com um compromisso morno entre ambas as partes para manter aberto o canal de diálogo.

Qureshi, que se esforçou ontem em entrevista coletiva conjunta para ressaltar o progresso das conversas, disse hoje que a Índia aborda de forma "seletiva" o processo e insiste apenas no tema do terrorismo.

Segundo o ministro paquistanês, seu país não pode "permanecer calado" diante de situações como a suposta violação dos direitos humanos na Caxemira e quer empreender um diálogo mais amplo.

Há meses o Paquistão insiste em retomar o chamado "diálogo integral", rodadas de conversas setoriais centradas nas disputas territoriais - particularmente a Caxemira -, no terrorismo, na distribuição de água e nas relações econômicas.

Este formato, que começou em 2004, foi rompido após o atentado de Mumbai, que a Índia atribuiu a um grupo caxemiriano com base no Paquistão.

Desde então, Nova Délhi tenta arrancar compromissos de Islamabad no combate ao terrorismo, mas se mostra reticente a avançar em outros âmbitos.

Ao voltar à Índia, Krishna respondeu em pronunciamento pela televisão que as duas partes trocaram impressões sobre "todos os assuntos" de mútuo interesse na reunião.

"Dissemos que o terrorismo é o maior obstáculo para normalizar nossas relações. Até que isso não se resolva, todos os esforços serão em vão", reiterou.

Perguntado sobre se a Índia não está preparada para avançar no diálogo, Krishna evitou uma resposta direta e disse ter se limitado ao "mandato" que recebeu e se mostrou "satisfeito" com o resultado das conversas.

O chefe da diplomacia indiana lembrou que convidou Qureshi a visitar a Índia para retomar o diálogo. O encontro, cuja data ainda não foi marcada, deve acontecer no final do ano.

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