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16/07/2010 - 09h54

Quirguistão ainda tem 75 mil deslocados, diz Acnur

Genebra, 16 jul (EFE).- Um mês depois da crise que tomou conta do sul do Quirguistão, pelo menos 75 mil pessoas continuam fora de seus lares e milhares estão desabrigadas por falta de segurança, alertou hoje em Genebra o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

"Ao fugir, muitas pessoas perderam sua documentação, tanto pessoal como documentos de propriedade de suas casas. Por isso, o retorno a seus lares fica complicado", disse Melissa Fleming, porta-voz do Acnur.

Melissa explicou que o Acnur está trabalhando com outras organizações "para aconselhar as vítimas sobre como recuperar" os documentos e conversando "com as autoridades para que sejam feitos o mais rápido possível".

O Governo do Quirguistão se comprometeu com o Acnur a reconstruir, por enquanto, 550 imóveis, iniciativa que a organização espera que "seja só o início do processo de reassentamento dos milhares de deslocados".

Segundo Melissa, "há escassez de refúgios para os deslocados, muitos acampamentos ficaram pequenos".

O conflito ocorrido entre os dias 11 e 14 de junho deste ano entre quirguizes e uzbeques residentes no sul do país causou a morte de centenas de pessoas e provocou a fuga de dezenas de milhares de cidadãos da etnia minoritária uzbeque, que se refugiaram no vizinho Uzbequistão.

De acordo com a porta-voz do Acnur, embora o número de deslocados internos continue alto, "já não há refugiados no Uzbequistão".

A saída da crise passou pela posse de Rosa Otunbayeva como presidente do Quirguistão. Ela fica no cargo até 31 de dezembro de 2011, período de transição estabelecido pela nova Constituição aprovada em plebiscito no final de junho.

As novas autoridades acusaram pessoas próximas ao presidente deposto do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, atualmente refugiado na Belarus, de organizar e financiar os confrontos no sul do país.

As cidades mais afetadas pelo conflito, Osh e Jalal-Abad, estão "sob aparente calma", disse Melissa, "embora ainda existam diferentes pontos de controle policial e toque de recolher noturno".

A porta-voz do Acnur acrescentou que muitos dos deslocados "temem retornar a seus lares" devido ao medo de que os confrontos possam voltar a ocorrer.

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