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19/07/2010 - 11h48

Ex-presos cubanos se sentem enganados pelo Governo espanhol

Madri, 19 jul (EFE).- Os 11 dissidentes cubanos libertados e amparados na Espanha disseram hoje que se sentem "enganados" pelo Governo espanhol por este não cumprir os compromissos firmados antes da partida deles de Havana, entre estes assessoria jurídica e ajudas para sua manutenção e aluguel de imóveis.

Julio César Gálvez, um dos 11 ex-presos cubanos, denunciou sua situação em entrevista coletiva realizada às portas do Hotel "Welcome", no madrilenho bairro de Vallecas, onde os dissidentes estão hospedados desde que começaram a chegar à Espanha na terça-feira passada.

Acompanhado de outro destes dissidentes, Ricardo González Alfonso, Gálvez leu um comunicado no qual os ex-presos mostraram seu "desacordo" com a intenção de alguns países europeus de modificar a "posição comum" da União Europeia sobre Cuba, política baseada até agora no condicionamento do diálogo com o regime castrista aos avanços democráticos.

Em seu manifesto, os ex-presos cubanos de Madri sublinharam que "o Governo cubano não deu passos que evidenciem uma clara decisão de avançar em direção à democratização" do país.

Neste sentido, solicitaram aos países da UE que "não suavizem suas exigências encaminhadas para conseguir mudanças em direção à democracia em Cuba e para alcançar para todos os cubanos os mesmos direitos que desfrutam os cidadãos europeus".

Assinalaram que até agora "só a Cruz Vermelha espanhola" ofereceu o apoio ao que o Executivo do presidente José Luis Rodríguez Zapatero.

Os ex-presos anunciaram que nas próximas horas se reunirão com Agustín Santos, o chefe de gabinete de ministro de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, para falar sobre seu futuro imediato.

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