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20/07/2010 - 19h02

América Central busca reativar integração para fazer frente a novos desafios

Carlos Arrazola.

San Salvador, 20 jul (EFE).- Os governantes da América Central discutem hoje na capital de El Salvador uma agenda conjunta que lhes permita relançar o processo de integração regional, para fazer frente aos novos desafios que afligem seus mais de 40 milhões de habitantes.

Para conseguir esse objetivo, a região deve estabelecer "metas muito concretas", definir "planos específicos" e avançar neles "com ações contínuas", ressaltou o presidente salvadorenho, Mauricio Funes, durante a inauguração da Cúpula Extraordinária de Chefes de Estado do Sistema de Integração Centro-Americano (Sica).

Este encontro, de apenas um dia, reuniu os presidentes Álvaro Colom (Guatemala), Ricardo Martinelli (Panamá), Laura Chinchila (Costa Rica) e Porfirio Lobo (Honduras), além do vice-presidente da República Dominicana, Rafael Alburquerque, e o vice-primeiro-ministro de Belize, Gaspar Vega.

A grande ausência é o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que enviou um funcionário da Chancelaria em seu lugar.

Na reunião também participam o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, e o titular do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, organismos financeiros interessados em apoiar a reativação do processo de integração.

Segundo Funes, esta Cúpula deve marcar "um antes e um depois" no processo de união dos países centro-americanos, o permitirá "dar soluções" as "demandas mais urgentes" das sociedades centro-americanas.

Além dos Governos, precisou o líder, este processo deve contar com a participação ativa dos atores sociais e econômicos da região, já que no final das contas "a integração real é feita pelos homens e mulheres que investem, comercializam, trabalham e se mobilizam".

A estratégia de relançamento da integração discutida no encontro, segundo o governante salvadorenho, será baseada no combate à "vulnerabilidade" da região com relação aos fenômenos naturais e a mudança climática, assim como a insegurança e a delinquência gerados pelo crime organizado e o narcotráfico transnacional.

Outros pilares serão a luta contra a pobreza, a exclusão e a injustiça social que afetam mais da metade de seus habitantes, assim como um "indispensável" desenvolvimento econômico que permita aos países pôr fim à dependência dos Estados Unidos e fortalecer suas posições nos mercados internacionais.

O sucesso do projeto integrador, advertiu Funes, dependerá "da estabilidade" das democracias regionais, as que, denunciou, estão sendo ameaçadas por "setores políticos, econômicos e militares que justificam as práticas golpistas".

Está prevista também a participação do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que apresentará aos líderes o relatório elaborado por uma missão desse organismo sobre Honduras.

Após conhecer e discutir o relatório, a previsão é de que os chefes de Estado aceitem a reincorporação definitiva de Honduras ao Sica. O país foi suspenso após o golpe de Estado do dia 29 de junho de 2009 contra o então presidente Manuel Zelaya.

Esse seria o primeiro passo para a reincorporação de Honduras à OEA, organismo que também suspendeu o país após o golpe contra Zelaya.

O chanceler hondurenho, Mario Canahuati, expressou o otimismo de seu Governo com a reintegração do país na OEA e disse que não têm "nenhum problema" com o Sica e que deste encontro pode sair uma declaração na qual se esclareça que "Honduras está participando" deste organismo de integração centro-americano.

A reunião de líderes deve ser encerrada com a assinatura de uma declaração que resuma as principais conquistas do encontro, as quais serão divulgadas por Funes, Vega e Zoellick em entrevista coletiva.

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