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20/07/2010 - 10h42

Conferência de Cabul apoia que Karzai administre metade de fundos

Cabul, 20 jul (EFE).- A Conferência de Cabul concluiu hoje com o apoio da comunidade internacional para que o Governo afegão administre a metade da ajuda ao desenvolvimento em um prazo de dois anos e que suas forças de segurança atuem em todas as províncias no final de 2014, como tinha pedido o presidente, Hamid Karzai.

Em declaração emitida ao fim da reunião, que congregou 70 delegados de países e organizações internacionais, os reunidos deram "seu firme apoio para que canalize ao menos 50% da ajuda ao desenvolvimento através do grosso dos orçamentos do Governo afegão em dois anos".

A comunidade internacional se comprometeu a alocar nos próximos dois anos 80% da ajuda aos "programas nacionais prioritários" do Governo, o qual não significa que todos estes fundos passem por seus cofres.

Ao mesmo tempo, o Executivo de Karzai deve acometer "as reformas necessárias para fortalecer seus sistemas públicos de gestão financeira, reduzir a corrupção, melhorar a aplicação orçamentária e aumentar a arrecadação" para financiar seus planos econômicos.

Os delegados aludiram a um compromisso adquirido por Karzai e lembraram que "as forças de segurança afegãs devem liderar e realizar as operações militares em todas as províncias para finais de 2014".

A comunidade internacional se comprometeu a dar ajuda financeira e logística para que, em outubro de 2011, o Exército afegão esteja formado por 171,6 mil soldados e a Polícia, por 134 mil, assunto já discutido na Conferência de janeiro em Londres e que se considera primordial para que as tropas estrangeiras cedam de forma paulatina responsabilidade militar.

Sobre o "plano de paz" proposto por Karzai e apoiado na "jirga" (assembleia tradicional afegã) de junho, os delegados se limitaram a dar o consentimento aos pontos que já tinham sido feitos públicos, sempre que se respeitem "os valores e os direitos, incluídos os das mulheres".

Sem esclarecer quanto ascenderá no futuro o fundo de reinserção - anunciado em Londres - para que os insurgentes dispostos a abandonar as armas e desligar-se da Al Qaeda se unam ao processo, a comunidade internacional reiterou seu "compromisso" em mantê-lo.

Como contrapartida, o Executivo afegão assumiu uma longa bateria de medidas para aumentar a "transparência" e lutar contra a corrupção, a grande preocupação das chancelarias ocidentais.

Entre elas, destacam a apresentação para outubro, com "objetivos" e prazos de execução, dos programas econômicos que o Governo quer lançar com a ajuda internacional, a redação de uma lei de auditoria, a revisão e declaração de bens de todos os altos cargos e dotar de mais transparência as nomeações de funcionários.

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