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20/07/2010 - 02h06

Dissidentes que chegariam na terça-feira a Madri não deixaram Cuba

Havana, 19 jul (EFE).- O grupo de presos políticos cubanos e seus familiares que eram esperados na terça-feira na Espanha não viajaram nesta segunda, e aguardam por sua transferência nos próximos dias, segundo disseram à agência Efe fontes próximas.

Embora porta-vozes do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha tenham anunciado que oito destes presos seriam libertados e chegariam na terça a Madri, no fim da noite desta segunda vários familiares consultados pela Efe disseram que ainda não tinham recebido aviso oficial para viajar, e seguiam aguardando.

Os oito opositores próximos a ser libertados são Manuel Ubals González, Ricardo Enrique Silva Gual, Alfredo Manuel Polido López, Blasgiraldo Reyes Rodríguez, Jorge Luis González Tanquero, José Ubaldo Izquierdo Hernández, Arturo Pérez de Alejo Rodríguez e Antonio Ramón Díaz Sánchez, que viajariam acompanhados de 38 familiares.

Izquierdo Hernández, segundo disse à agência Efe sua esposa, Yumilka Morejón, deve, após sua libertação e passagem pela Espanha, aceitar o oferecimento do Governo do Chile de acolhê-lo na condição de refugiado político.

O novo grupo de oito expatriados se unirá ao de outros onze que viajaram para Madri na semana passada.

Desde que foram anunciadas as libertações de um primeiro grupo de 20 presos, há um silêncio oficial absoluto, tanto por parte do Governo de Cuba quanto da Igreja Católica da ilha, sobre o momento das libertações e viagens à Espanha. As únicas informações ao respeito chegam de Madri.

O Executivo do general Raúl Castro anunciou que libertará 52 presos políticos em um prazo máximo de quatro meses, resultado de um inédito processo de diálogo com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha.

Estes presos são os que ficavam ainda na prisão do chamado Grupo dos 75, dissidentes condenados a penas de até 28 anos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003.

Até o momento foi confirmada a liberação de um primeiro grupo de 20 presos, que, consultados pela Igreja Católica, aceitaram sair da prisão e viajar à Espanha, o que setores da dissidência criticam por considerarem se tratar de expatriação.

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