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20/07/2010 - 18h53

EUA discutem com familiares futuro de presos em Cuba

Washington, 20 jul (EFE).- As reuniões de diplomatas americanos com familiares de presos políticos cubanos que serão libertados serviram para "revisar a situação atual" na ilha e averiguar seus "planos e preferências", disseram hoje fontes oficiais locais.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, explicou em entrevista coletiva que funcionários dos Estados Unidos realizam "regularmente" esse tipo de reuniões.

No entanto, reconheceu que por causa do anúncio da libertação gradual de 52 presos políticos cubanos, o Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana "está se reunindo individualmente com famílias, simplesmente para revisar a situação atual e talvez conhecer seus planos particulares e preferências" com relação ao futuro.

Crowley ressaltou que os EUA destacarão nas reuniões que o Governo do presidente Barack Obama espera que "Cuba liberte todos os presos políticos como parte do processo".

No último dia 8, um dia depois do anúncio das libertações, o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Mark Toner, não descartou que o país possa acolher alguns deles.

Ao ser perguntado se os presos libertados seriam bem-vindos em território americano, Toner respondeu taxativamente: "claro". No entanto, insistiu que aqueles que desejam ficar em seu país devem poder fazê-lo.

Na semana passada a opositora Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN) divulgou que pelo menos dez presos políticos não querem abandonar Cuba As libertações de todos os 52 presos com as quais o Governo de Raúl Castro se comprometeu devem ser realizadas em um prazo máximo de quatro meses.

Até agora, foi confirmada a libertação de um primeiro grupo de 20 presos, e deles 11 foram exilados na Espanha nos últimos dias como consequência do diálogo entre as autoridades cubanas e a Igreja, apoiado pelo Governo espanhol.

Em Genebra, onde assiste a uma reunião internacional, o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, afirmou hoje que pode haver mais libertações e que os libertados, se desejarem, poderão permanecer na ilha, segundo informou à Agência Efe a Missão permanente de Cuba ante as Nações Unidas e organizações internacionais.

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