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20/07/2010 - 19h49

Para Chávez, acusações da Colômbia refletem briga política

Caracas, 20 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que as recentes acusações da Colômbia que seu país é refúgio de líderes guerrilheiros colombianos obedecem "a luta pelo poder" entre o presidente em fim de mandato, Álvaro Uribe, e o líder eleito para substituí-lo, Juan Manuel Santos.

"Agora está em andamento na Colômbia uma luta pelo poder entre Uribe, que quer conservar o poder que acumulou, e o novo grupo de Santos", afirmou Chávez.

Chávez ressaltou, em um ato de graduação de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), que Santos e Uribe, ambos do Partido Social da Unidade Nacional, são "aliados", mas ao mesmo tempo "têm seus conflitos de poder porque representam grupos diferentes".

As relações entre Caracas e Bogotá voltaram a viver um episódio de tensão com as acusações do Governo de Uribe de que vários líderes guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) se refugiam em território venezuelano, por omissão de Caracas.

Após as críticas por parte dos colombianos, Chávez conversou com seu embaixador em Bogotá, Gustavo Márquez, e ameaçou "romper relações" com o país vizinho, o que pode acarretar em eventuais "novos ataques".

Os cruzamentos de declarações acontecem a apenas três semanas da posse de Santos, que acontecerá no próximo dia 7, ato que o presidente venezuelano anunciou que não presenciará porque, para ele, Uribe "é capaz de tudo" e pode até atentar contra sua vida.

Chávez voltou a acusar o atual Governo da Colômbia de "exportar violência" para a Venezuela e acrescentou que o governante do país vizinho, a quem chamou de "mafioso", deixa a Presidência "derrotado".

"Hoje, a Colômbia é mais violenta, tem mais narcotráfico (que quando Uribe chegou ao poder) e ele (Uribe) pretende disparar para cá que Chávez é o culpado", disse o líder venezuelano.

Chávez reiterou o compromisso de seu Governo na luta contra o narcotráfico e colocou como exemplo a deportação de 12 chefes da máfia neste ano, entre eles o líder de cartel Carlos "Beto" Rentería e a apreensão de 910 quilos de maconha hoje em Barinas.

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