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24/07/2010 - 19h26

À espera da reunião da Unasul, situação em Venezuela e Colômbia é normal

Caracas/Bogotá, 24 jul (EFE).- A situação era de normalidade hoje na Venezuela e na Colômbia, 48 horas depois da ruptura de suas relações diplomáticas, que será analisada pelos chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) na próxima quinta-feira, em Quito.

A data da reunião foi confirmada hoje por Agustín Armas, assessor de comunicação da Chancelaria equatoriana, que disse à Agência Efe que, além do caso da Venezuela e da Colômbia, serão estudados mecanismos para fomentar "o diálogo e a paz" na região.

Depois de dizer que o presidente do Equador e líder rotativo da Unasul, Rafael Correa, falou sobre a "possibilidade" de uma reunião de governantes, ele disse que "essa é uma decisão que será discutida primeiro pelas Chancelarias".

Deste modo, a Unasul atende ao pedido do Governo da Venezuela, que na quinta-feira, por escrito, solicitou ao Equador um encontro de autoridades do organismo para analisar a situação após a crise diplomática com a Colômbia.

O Governo venezuelano rompeu nesta quinta-feira suas relações diplomáticas com a Colômbia "diante da gravidade" das denúncias apresentadas em uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo embaixador colombiano, de que há cerca de 1.500 guerrilheiros das Farc na Venezuela, o que foi negado pelas autoridades do país.

O Governo colombiano mantém sua posição de manter o silêncio sobre a crise, atitude que também foi mantida hoje pelas autoridades venezuelanas, com exceção do presidente Hugo Chávez, que fez menção ao problema, mas de uma maneira menos frontal que em dias anteriores.

Segundo a imprensa, o trânsito nas passagens fronteiriças entre Venezuela e Colômbia é de "total normalidade", que em nenhum momento foi interrompido.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu hoje a seus compatriotas que ajudem a salvar a economia da cidade fronteiriça de Cúcuta, muito afetada pelas desavenças com a Venezuela, que começaram há um ano, quando Chávez ordenou um congelamento das relações com a Colômbia.

"Vamos esgotar a mercadoria de Cúcuta, para ajudar a salvar o emprego de nossos compatriotas da fronteira", pediu Uribe, depois de informar que seu Governo deve realizar na cidade uma grande rodada de negócios nos próximos dias 5 e 6 de agosto.

A cidade, a quinta em importância do país, é a principal de uma área metropolitana com pouco mais de 1,2 milhão de habitantes e sua economia depende da troca com a Venezuela.

Sem fazer menção à ruptura, à qual também ainda não se referiu em público, Uribe disse que a campanha comercial em Cúcuta será uma das últimas tarefas de seu segundo mandato de quatro anos, que terminará no dia 7 de agosto próximo, quando Juan Manuel Santos tomará posse, que também não se pronunciou sobre o assunto.

"Com todo o entusiasmo, (peço) que os colombianos venham no dia 5 e 6 de agosto para comprar em Cúcuta", disse Uribe, que também solicitou que a campanha seja facilitada pelas linhas aéreas, com bilhetes baratos e voos mais frequentes.

Por sua parte, o presidente venezuelano relacionou hoje as denúncias colombianas que o levaram a romper relações com a Colômbia com uma suposta ofensiva dos Estados Unidos para aumentar a tensão no mundo, que incluiria, segundo ele, um ataque à Venezuela e seu assassinato.

Durante os atos comemorativos pelo 227º aniversário de nascimento do líder Simón Bolívar, Chávez disse que a ofensiva tem o objetivo de preparar as pessoas para aceitarem possíveis conflitos de grandes proporções.

Segundo Chávez, é possível verificar a escalada da tensão em focos concretos como Irã, Coreia, Gaza, Iraque, Afeganistão e, no caso latino-americano, nas recentes iniciativas colombianas de acusar a Venezuela de "proteger terroristas e narcotraficantes".

O presidente venezuelano disse que as intrigas têm o objetivo de "preparar a comunidade internacional" para aceitar a agressão, do mesmo modo que foi preparada com o assunto das armas de destruição em massa antes da invasão do Iraque.

O governante revelou que uma fonte pessoal, "que 'vagueia' pela América do Norte", o advertiu que a decisão de atacar a Venezuela está em andamento e forças americanas participariam nela diretamente.

Por sua parte, o presidente do Equador reiterou hoje que realizará seus melhores esforços diante do "grave conflito" entre Venezuela e Colômbia.

"Como presidente da Unasul, tentarei mediar no conflito" disse, mas se perguntou "por que 15 dias antes de um novo Governo da Colômbia foi gera um conflito desta magnitude".

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