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26/07/2010 - 10h19

Deportações de imigrantes ilegais nos Estados Unidos aumentam

Washington, 26 jul (EFE).- O Governo do presidente Barack Obama deporta imigrantes ilegais em quantidades sem precedentes e intensificou a inspeção de centenas de empresas que contratam essa mão-de-obra ilegal, afirmou hoje o jornal "The Washington Post".

"A agência de Imigração e Alfândegas calcula que neste período fiscal deportará 400 mil pessoas, quase 10% a mais que as deportadas em 2008 pelo Governo do presidente George W. Bush, e 25% a mais que as deportadas em 2007", indicou o jornal.

"O ritmo de inspeções de empresas aumentou quase quatro vezes desde o último ano do Governo Bush", acrescentou.

O jornal, que citou números da agência de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), afirmou que no período fiscal de 2008, o Governo dos Estados Unidos deportou 369.221 pessoas, das quais 114.415 tinham cometido algum crime.

No período fiscal de 2009, somaram-se 387.790 pessoas aos deportados, das quais 136.126 tinham cometido crimes.

Desde que começou o período fiscal 2010, no dia 1º de outubro, e até o dia 7 de junho, 227.163 pessoas tinham sido deportadas das quais 113.453 tinham cometido crimes.

Esta intensificação da repressão é parte do esforço mais amplo de Obama para aplicar as leis já vigentes e, segundo o "Post", "em parte é uma forma de obter o apoio republicano para uma reforma integral do sistema de imigração".

O diretor da ICE, John Morton, disse que se espera a deportação neste período fiscal, que conclui no dia 30 de setembro, de 400 mil pessoas, incluindo as que são forçadas a abandonar o país e as que escolheram ir embora dos Estados Unidos.

O Governo de Obama deixou de lado a política do Governo Bush, que lançava batidas em fábricas ou outras empresas que empregavam imigrantes ilegais com o resultado de detenções espetaculares de centenas de pessoas.

Até agora neste ano fiscal só 765 trabalhadores imigrantes ilegais tinham sido detidos em seus locais de trabalho, comparando com os 5,1 mil em 2008, segundo o Departamento de Segurança Nacional.

Por outro lado, a política de Obama se dirigiu às auditorias dos empregadores que estudam os documentos de trabalhadores de 2.875 empresas suspeitas de contratar imigrantes ilegais, e às que se impuseram US$ 6,4 milhões em multas.

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