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26/07/2010 - 10h14

Governo espanhol lamenta tentativas de manipulação de dissidentes cubanos

Aranjuez (Madri), 26 jul (EFE).- O secretário de Estado de Assuntos Exteriores e Ibero-americanos espanhol, Juan Pablo de Laiglesia, lamentou hoje as "claras tentativas de manipulação" de que são objeto os dissidentes cubanos libertados e amparados na Espanha e lembrou que seu estatuto os permite, inclusive, criticar o Governo do país.

"Houve uma pressão excessiva sobre eles desde sua chegada e claras tentativas de manipulação", ressaltou Laiglesia, que disse que até o momento 20 ex-presos com suas famílias foram amparados, o que supõe mais de uma centena de pessoas.

Uma vez concluída esta primeira fase, começa um novo capítulo de libertações e novos dissidentes chegarão à Espanha, apesar de ainda não haver uma data para isso, disse o recém nomeado "número dois" do Ministério de Exteriores, que ainda não tomou posse de seu cargo.

Após uma "experiência duríssima" na prisão, disse em referência aos dissidentes, "é preciso compreender qual é sua situação pessoal" e o Governo "respeita absolutamente todas suas manifestações".

Para Laiglesia, é "lamentável que tenham tentado manipular esses sentimentos e apresentá-los como críticas à atuação do Governo".

O importante, na sua opinião, é que está acontecendo um processo de libertação de todos os presos políticos em Cuba e que aqueles que o desejem podem vir à Espanha, onde serão amparados "com o máximo de generosidade" e com a atenção especializada que lhes oferecem várias ONGs, como a Cruz Vermelha e o Comitê Espanhol de Ajuda ao Refugiado (CEAR).

Sobre as afirmações de alguns dissidentes, que assinalaram que "não se sentem livres", Laiglesia ressaltou que sua situação jurídica "é precisamente a que permite que possam exercer com total liberdade qualquer tipo de atividade que desejem" e que "não estejam limitados" no exercício das mesmas, "como estariam se seu estatuto fosse diferente".

A respeito da relação entre a União Europeia e Cuba, Laiglesia se mostrou convencido de que a nova situação gerada na ilha e a importância das mudanças que se aproximam e estão começando a acontecer, "vai levar a uma reflexão por parte dos países-membros" e à adoção de medidas que permitam superar o marco atual de relações entre a UE e o regime castrista.

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