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26/07/2010 - 19h00

Justiça boliviana acusa outro governador por realizar referendo

La Paz, 26 jul (EFE).- A Procuradoria boliviana acusou formalmente o governador do departamento de Beni (nordeste), o opositor Ernesto Suárez, por causar um suposto prejuízo econômico ao Estado ao realizar em 2008 um referendo sobre um estatuto autônomo que o Executivo qualificou de ilegal e separatista, informou hoje uma fonte oficial.

A Controladoria Geral do Estado (CGE) informou em comunicado que a Procuradoria do Distrito de Beni acusou Suárez e 12 funcionários de seu Governo pelos delitos de "desvio, resoluções contrárias à Constituição e às leis, descumprimento de deveres e conduta antieconômica".

O processo responde a uma denúncia apresentada pela CGE em 2009 contra as autoridades regionais e eleitorais de Beni, por realizar contra o critério do Executivo o referendo autônomo que gerou uma despesa de cerca de US$ 470 mil.

Nessa consulta, realizada em maio de 2008, o estatuto autônomo departamental impulsionado por líderes opositores a Morales obteve o respaldo de mais de 80% da população.

Além de Suárez, a CGE denunciou em 2009 os governadores de Santa Cruz, Rubén Costas; Tarija, Mario Cossío, e o ex-governante de Pando Leopoldo Fernández, pelo suposto dano econômico causado a suas regiões com a realização dos referendos de autonomia.

No entanto, até o momento os únicos acusados formalmente pela Procuradoria foram Costas e Suárez.

Suárez foi reeleito governador no pleito realizado em abril com 42,5% dos votos, contra 40,1% da candidata governista, a ex-miss Bolívia Jéssica Jordan.

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