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26/07/2010 - 19h48

Na ONU, Venezuela acusa Colômbia e EUA de preparar guerra

Nações Unidas, 26 jul (EFE).- O embaixador venezuelano na ONU, Jorge Valero, falou hoje com o secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon, sobre o temor de seu Governo quanto a uma guerra preparada pela Colômbia contra a Venezuela com apoio dos Estados Unidos.

Valero se reuniu por meia hora com Ban, a quem entregou uma carta de seu Governo para que seja distribuída aos outros países-membros da ONU.

"O Governo da Colômbia, aliado com os Estados Unidos, trata de iniciar uma guerra contra a Venezuela", assegurou o diplomata venezuelano, para que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, "enlouqueceu".

Valero ressaltou que não solicitou nenhum tipo de mediação de Ban e nem tem intenção, por enquanto, de comparecer à Assembleia Geral da ONU para pedir um debate sobre esta nova crise na região.

O embaixador também rejeitou a possibilidade de que a ONU envie algum tipo de comissão para investigar as denúncias colombianas de presença guerrilheira em solo venezuelano, o que desencadeou a atual crise entre os dois países vizinhos.

"Está provado, e não poucas vezes, que a mentira foi usada para invadir um país. Assim ocorreu no Iraque, quando se inventou a possibilidade da existência de armas de destruição em massa", argumentou.

Valero expressou o desejo de Caracas de que o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que assumirá o cargo no próximo dia 7, faça "uma profunda retificação" da política do atual ocupante do cargo, Álvaro Uribe.

Segundo o diplomata, Uribe impôs "uma série de dificuldades" a Santos com suas denúncias de presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) na Venezuela.

Em sua opinião, os próximos dias "serão muito perigosos" e acusou a "elite criminosa que governa a Colômbia" de tentar estender o conflito interno colombiano para a Venezuela.

Essa mesma acusação está na carta que Valero entregou ao secretário-geral da ONU, que atribui a ruptura de relações com a Colômbia aos "planos de agressão contra a soberania e a integridade territorial da Venezuela".

"O Governo da República Bolivariana da Venezuela considera que neste momento há uma probabilidade, como nunca existiu nos últimos cem anos, de eque ocorra uma agressão militar estrangeira", afirma a carta.

O texto também pede a revogação do acordo militar pelo qual forças americanas podem utilizar pelo menos sete bases colombianas no combate ao narcotráfico e ao terrorismo.

Na quinta-feira passada, a Colômbia denunciou na Organização dos Estados Americanos (OEA) a presença de 1.500 guerrilheiros das Farc e do ELN em território venezuelano.

Em resposta, Chávez anunciou a ruptura das relações e ordenou "alerta máximo" na fronteira comum com a Colômbia.

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