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26/07/2010 - 06h42

Sarkozy confirma assassinato de refém francês

Paris, 26 jul (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, confirmou nesta segunda-feira o assassinato "bárbaro e odioso" do engenheiro francês Michel Germaneau, sequestrado há três meses no Níger pelo grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI).

Germaneau, de 78 anos, foi "assassinado" por "pessoas que não têm nenhum respeito pela vida", afirmou Sarkozy ao término da reunião do "conselho restrito de segurança e defesa" convocada para analisar o caso do refém francês.

"Era um homem de bem", prosseguiu Sarkozy, antes de ressaltar que "longe de enfraquecer nossa determinação" no combate ao terrorismo, "esta morte deve reforçá-la".

Em declarações à imprensa no Palácio do Eliseu, o presidente transmitiu suas condolências à família e amigos da vítima e assegurou que, desde o início do cativeiro, "foram mobilizados todos os meios possíveis" para libertá-lo.

Sarkozy explicou que a França apoiou a Mauritânia em uma operação militar realizada na semana passada contra uma base dos terroristas da Al Qaeda onde se acreditava estar o refém francês.

"Tínhamos o dever de fazer essa tentativa", afirmou o presidente, justificando que os sequestradores haviam dado um ultimato para executá-lo.

Sarkozy anunciou que ainda nesta segunda-feira o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, irá à região do norte africano "para examinar as medidas de segurança" a serem adotadas.

Além disso, o presidente transmitiu uma mensagem a todos os franceses que "descartem categoricamente" viajar à região saariana.

Kouchner foi um dos participantes da reunião de emergência convocada por Sarkozy após a transmissão de um vídeo na emissora "Al Jazira" que anunciava a morte de Michel Germaneau.

Caso seja confirmada, seria a segunda vez que a AQMI executa um de seus reféns, após fazer o mesmo em junho do ano passado com o britânico Edwin Dyer, quando Londres rejeitou negociar com os terroristas.

A AQMI, braço da Al Qaeda no norte da África, ainda mantém em cativeiro os voluntários espanhóis Albert Vilalta e Roque Pascual, que foram sequestrados em 29 de novembro de 2009.

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