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26/07/2010 - 18h47

Serra critica atuação de Lula na crise entre Venezuela e Colômbia

São Paulo, 26 jul (EFE).- O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou hoje a suposta simpatia do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, na crise que levou à ruptura das relações entre Venezuela e Colômbia.

Serra fez tal crítica em reunião com empresários em São Paulo, na qual também disse que Chávez permite a presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu país.

"É inegável, é indiscutível que o Brasil sempre teve mais simpatia por Chávez (que pelo Governo colombiano). Isso é óbvio. É inegável que Chávez abriga as Farc", afirmou Serra em um almoço com cerca de 500 membros do Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou na quinta-feira passada o rompimento das relações com a Colômbia depois que o país vizinho apresentou na Organização dos Estados Americanos (OEA) documentos que comprovariam a presença de 1.500 integrantes de guerrilhas colombianas em território venezuelano.

Após a notícia da ruptura, Lula ligou para Chávez para transmitir sua disposição de "contribuir" para a solução do conflito com a Colômbia.

Lula não falou diretamente com o presidente colombiano, Álvaro Uribe. O contato com Bogotá ficou a cargo do vice-chanceler, Antonio Patriota, que falou com sua colega colombiana, Clemencia Forero, a quem manifestou sua "disposição construtiva" para buscar o entendimento entre as partes.

Serra também criticou Lula por dedicar mais esforços a conflitos em outras regiões do mundo do que aos dos países vizinhos do Brasil.

"É inegável que, se o Brasil tivesse gasto na América do Sul o tempo que gastou no Oriente Médio, poderia ter evitado situações como as que estão acontecendo agora", afirmou o candidato do PSDB.

Durante seu discurso, Serra também disse que o Governo está "fazendo filantropia com o Paraguai e a Bolívia", em referência aos reajustes da remuneração do Brasil ao Paraguai pela energia excedente da usina hidroelétrica de Itaipu e à resposta aos problemas de empresas brasileiras na Bolívia.

Serra igualmente criticou a postura do Governo brasileiro em relação aos direitos humanos em Cuba e disse que a amizade de Lula com os irmãos Fidel e Raúl Castro deveria servir para ajudar na libertação dos presos cubanos em vez de deixar essa tarefa para a Espanha.

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