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26/07/2010 - 00h59

Tribunal para o genocídio do Camboja prepara-se para emitir sentença

Phnom Penh, 26 jul (EFE).- O tribunal internacional para o genocídio do Camboja prepara-se para anunciar nesta segunda-feira a sentença do julgamento de Kaing Guek Eav, mais conhecido como "Duch", chefe torturador do Khmer Vermelho.

Duch, de 67 anos, é o único dos cinco réus da corte que admitiu culpa e pediu perdão pelas atrocidades cometidas sob ordens da cúpula do Khmer Vermelho, liderada pelo ditador Pol Pot, quem morreu em abril de 1998 na selva do Camboja.

Auspiciado pela ONU, o tribunal encarregado de julgar as atrocidades cometidas na segunda metade dos anos 1970 se pronunciará três anos depois do início do caso.

Como diretor da prisão de Tuol Sleng, Duch supervisionou os interrogatórios e sessões de tortura de aproximadamente 15 mil pessoas, antes de enviá-las ao campo de extermínio de Choeung Ek, um dos muitos que funcionaram durante o regime do Khmer Vermelho, de abril de 1975 a janeiro de 1979.

Nesta segunda ao amanhecer (horário local), antes mesmo que o tribunal abrisse suas portas, centenas de cambojanos, observadores e jornalistas aguardavam do lado de fora para acompanhar o julgamento.

A promotoria das Câmaras Extraordinárias dos Tribunais do Camboja - denominação oficial do órgão judicial - pede 40 anos de prisão para Duch, pena máxima contemplada pela legislação penal cambojana.

O ex-chefe de prisão está preso desde 1999, mas apenas em julho de 2007 foi acusado formalmente.

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