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26/07/2010 - 04h12

UE deve aprovar novas sanções contra Irã, além das já determinadas pela ONU

Bruxelas, 26 jul (EFE).- Um novo pacote de sanções contra o Irã, o futuro das relações entre Sérvia e Kosovo após a sentença da Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia e as libertações de presos políticos em Cuba centrarão nesta segunda-feira a reunião dos ministros de Assuntos Exteriores da União Europeia (UE).

Os 27 países-membros preveem aprovar, na última reunião antes de um recesso, um conjunto de novas e mais duras sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear. Essas medidas afetarão pela primeira vez setores econômicos essenciais, como o energético, o de transportes e as finanças do país.

Sob presidência da alta representante de Política Externa e de Segurança Comum da UE, Catherine Ashton, os ministros primeiro referendarão as sanções adotadas em junho pela ONU e, em seguida, devem adotar um pacote de medidas próprias, que vão além do estipulado pelo Conselho de Segurança.

As novas sanções da UE terão efeitos no estratégico setor de gás e petróleo, bem como no comércio, serviços financeiros e transportes, segundo fontes diplomáticas.

No entanto, a UE não descartou manter as negociações com a República Islâmica a fim de conseguir um acordo para que esse programa nuclear se adapte aos requisitos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Outro assunto da pauta da reunião entre os 27 chanceleres da UE será a recente sentença da CIJ sobre a legalidade da declaração de independência de Kosovo, proclamada unilateralmente em fevereiro de 2008. No entanto, não está previsto que o debate resulte em uma decisão formal.

Em declaração respaldada por todos os ministros, inclusive aqueles cujos Governos não reconheceram o novo Estado, Ashton assegurou na quinta-feira que o que conta agora é o futuro, e não o passado, que o futuro de Sérvia e Kosovo "passa pela UE" e que o bloco se oferece "a facilitar o processo de diálogo" nos Balcãs.

Nenhum dos cinco países da UE que não reconheceram a independência de Kosovo - Espanha, Romênia, Chipre, Eslováquia e Grécia - indicou que deve mudar de posição em consequência da sentença da CIJ, que confirmou a legalidade da declaração de independência.

O terceiro destaque da reunião será o processo de libertação de presos políticos de Cuba, dando a oportunidade ao ministro de Exteriores espanhol de comentar as negociações com Havana.

Segundo fontes diplomáticas da UE, Moratinos fará uma "breve introdução" durante o Conselho de Relações Exteriores para explicar a evolução da situação desde que os 27 países-membros discutiram pela última vez as relações com Cuba, em junho.

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