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26/07/2010 - 10h32

União Europeia adota novas sanções contra o Irã

Bruxelas, 26 jul (EFE).- Bruxelas, 26 jul (EFE).- A União Europeia adotou hoje novas sanções contra o Irã, que vão além das aprovadas em junho pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, por persistir em seu programa de enriquecimento de urânio, informaram fontes comunitárias.

Esse é o pacote de sanções mais restritivo já imposto pela UE contra um país que não faz parte da entidade, segundo diplomatas europeus. Além disso, pela primeira vez, o organismo dirige suas medidas contra o estratégico setor energético iraniano.

O alcance completo das sanções e o nome das empresas e pessoas afetadas não será conhecido até que as decisões tomadas hoje pelos ministros de Assuntos Exteriores sejam publicadas, hoje mesmo ou amanhã, no diário oficial da UE.

No entanto, fontes diplomáticas anteciparam, como exemplos, que todos os novos investimentos, exportação de equipamento e transferência de tecnologia para a indústria iraniana do refino de petróleo e produção de gás liquidificado ficarão proibidas.

O setor de transporte de mercadorias, tanto por mar como por ar, será igualmente afetado.

Os aviões de carga com bandeira iraniana não poderão aterrissar em aeroportos europeus e as autoridades marítimas poderão efetuar inspeções de navios em alto-mar.

No setor bancário, serão totalmente proibidos os novos investimentos ou aberturas de filiais, apesar de seguirem vigentes os contratos já assinados.

Créditos, garantias, seguros e outros serviços de apoio financeiro de entidades da UE para os clientes iranianos serão restringidos.

Todas as transferências de mais de 40 mil euros com destino ao Irã deverão receber a permissão das autoridades bancárias nacionais e as de entre 10 mil e 40 mil euros terão que ser notificadas.

Além disso, será ampliada a lista de empresas iranianas que não poderão operar na UE e de personalidades do regime aos quais os vistos serão negados.

O objetivo das novas sanções é estreitar o cerco contra os Guardiães da Revolução, força paralela ao Exército iraniano e fiel ao regime islâmico de Teerã.

Os ministros de Exteriores da UE adotaram hoje uma decisão e um regulamento que permitem, por um lado, aplicar as últimas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU no começo de junho e, por outro, iniciar medidas complementares.

As restrições são a concretização da decisão tomada em 17 de junho pelos chefes de Estado europeus.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, assegurou hoje que as sanções da UE são "completas". Por sua vez, o secretário de Estado alemão para Assuntos Exteriores, Werner Hoyer, sustentou em sua chegada ao encontro da entidade que o objetivo é "voltar a se sentar com o Irã na mesa de negociações".

"O Irã tem direito a utilizar a energia atômica para propósitos civis, mas também tem a obrigação de manter uma total transparência, já que o rearmamento nuclear não pode ser aceito", disse Hoyer.

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