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01/08/2010 - 10h29

Incêndios na Rússia se agravam apos 550 mil hectares devastados e 28 mortes

Da EFE
Em Moscou

Os incêndios florestais que afetam várias regiões da Rússia e que causaram a morte de 28 pessoas já devastaram mais de 550 mil hectares de florestas, e a situação continua se agravando, informaram neste domingo as autoridades do país.

Só no extremo oriente russo, nas últimas 24 horas, a superfície devastada pelos incêndios aumentou em mais de três vezes, de 31 mil para a 99,2 mil hectares, assinalaram à agência oficial russa "Itar-Tass" fontes do Departamento de Preservação de Florestas do distrito do Extremo Oriente.

Além disso, o fogo se propagou a 298,3 mil hectares de pastarias e tundra, tipo de vegetação típica de zonas polares.

A situação mais difícil era a da península de Kamchatka, às margens do oceano Pacífico, onde esta manhã havia 76,3 mil hectares de florestas em incêndios.

Segundo o boletim do Ministério da Rússia para Situações de Emergência, na manhã deste domingo em todo o país, havia 114 mil hectares de florestas ardendo, sete mil hectares menos que no sábado, mas o número de focos de incêndio tinha subido para 438.

"Como resultado das condições meteorológicas adversas (temperaturas de até 40 graus e ventos de 70 km/h) no território dos distritos federais Centro e Volga, a situação foi consideravelmente agravada", assinala o comunicado do ministério.

Nesta manhã, segundo dados da pasta, só nesses dois dos oito distritos federais em que está dividido administrativamente o país, havia 405 focos de incêndios naturais em uma superfície de 74 mil hectares, que incluem florestas, pastarias e cultivos.

O chefe da Igreja Ortodoxa Russa, o patriarca Kirill, visitou neste domingo a região de Nizhni Novgorod, uma das mais atingidas pelos incêndios, e pediu orações para que para que termine a grave seca que castiga o país e que obrigou as autoridades a declararem o estado de emergência em 27 das 83 entidades federadas da Rússia.

"Faço uma chamada a todos os fiéis da Igreja Ortodoxa Russa a se unirem em uma oração para pedir que a chuva caia sobre nossa terra, que está morrendo por causa do calor", disse o Kirill, citado pela agência "Interfax".

Dezessete entidades federadas russas estão afetadas pelos incêndios florestais, que obrigaram o Ministério de Emergência a mobilizar cerca de 250 mil homens para combater o fogo.

O Exército se uniu aos trabalhos no sábado, depois que na sexta-feira o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, autorizou o uso das Forças Armadas para enfrentar o desastre natural.

A voracidade dos incêndios é favorecida pela maior onda de calor que castiga a Rússia em toda a história das observações meteorológicas.

O ministro de Emergência, Serguei Shoigu, declarou que na região de Nizni Novgorod, uma das mais afetadas pelos incêndios, a velocidade de fogo era de cem metros por minuto.

"Em seis horas as chamas devastaram 86 mil hectares", lamentou Shoigu, que advertiu que esta situação poderia se repetir em qualquer região.

Embora os incêndios florestais tenham abrangido uma superfície consideravelmente menor que em 2009 (quando na mesma época do ano eram cerca de 950 mil hectares) este ano o fogo arrasou várias localidades e obrigou a evacuação de milhares de pessoas.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, fez na sexta-feira uma chamada às autoridades federais e regionais para que deixem de lado a busca por culpados por erros de prevenção e se concentrem na reconstrução das casas que foram destruídas das chamas.

Putin disse que, em todo o país, foram queimados 1.257 imóveis, nos quais viviam 1.273 famílias, e afirmou que cada uma dessas famílias receberá uma casa ou uma compensação financeira.

O chefe do Governo convocou os governadores das regiões afetadas pelos incêndios florestais para uma reunião nesta segunda-feira em Moscou para avaliar a situação.

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