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01/08/2010 - 14h30

Mais de 500 pessoas morreram devido a conflito do Iraque em julho

(atualiza com divergência do Exército dos EUA) Bagdá, 1 ago (EFE).- O índice da violência no Iraque voltou a subir em julho, no qual morreram 535 pessoas, muito acima dos 284 mortos de junho, informaram hoje fontes do Ministério do Interior.

As fontes explicaram à Agência Efe que outras 1.043 pessoas ficaram feridas em julho nas diferentes províncias do país, sem incluir a região autônoma do Curdistão iraquiano.

Em uma ação pouco habitual, no entanto, o Exército americano no Iraque rejeitou os números em comunicado e assinalou que foram 222 os mortos em julho e 782 os feridos.

Entre os mortos, as fontes do Ministério do Interior afirmam que estão 89 policiais e soldados iraquianos. O comando militar dos EUA, entretanto, sustenta que foram 55 os membros das forças de segurança do país árabe os que perderam a vida nesse mês.

As vítimas se produziram devido a ataques com quatro carros-bomba, 24 assassinatos com pistolas com silenciadores, dois atentados, 136 artefatos explosivos e 113 bombas.

Embora o Exército dos EUA não detalhe os ataques, destaca que julho foi o terceiro mês com menos incidentes violentos desde janeiro de 2008 e o oitavo com menos vítimas desde essa data.

É pouco habitual o comando militar americano desmentir os números de violência divulgados pelas autoridades iraquianas mensalmente. As forças dos Estados Unidos não nem sequer costumam publicar suas apurações mensais de vítimas.

Na atualidade, o Exército dos EUA ultima os preparativos para reduzir o número de soldados no Iraque de 140 mil para 50 mil no fim deste mês.

O aumento no número de vítimas pelo conflito armado no Iraque durante julho, em comparação com junho, segundo os dados oficiais iraquianos, se produz no meio da incerteza política pelo atraso na formação de um novo Governo em consequência das divergências entre os diferentes grupos políticos.

O mês de junho havia sido marcado por uma redução notável da violência desde as eleições legislativas de março.

Pelos dados da ONG Observador de Liberdades Constitucionais, incluídos em um estudo sobre os últimos seis meses, 2.405 pessoas morreram neste período, outras 7.163 ficaram feridas e 63 foram sequestradas.

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