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01/08/2010 - 13h57

Primeiro-ministro reconhece situação grave por falta de coalizão no Iraque

Bagdá, 1 ago (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano em fim de mandato, Nouri al-Maliki, reconheceu neste domingo a gravidade da situação no Iraque perante as dificuldades para formar um novo Governo, após as eleições parlamentares do último dia 7 de março.

Segundo comunicado de seu escritório, al-Maliki disse, durante reunião em Bagdá com uma delegação da Casa Branca, integrada pelos assessores da Vice-Presidência Tony Blinken e Puneet Talwar, que "os esforços passados para formar um Governo de forma rápida levaram à gravidade da situação atual".

Na reunião, as duas partes discutiram os laços bilaterais e a aplicação do acordo de segurança assinado entre Washington e Bagdá em dezembro de 2008.

Al-Maliki destacou, além disso, que a constituição de um novo Executivo é responsabilidade dos iraquianos, e rejeitou qualquer interferência estrangeira.

Por sua parte, Blinken e Talwar expressaram a disposição de seu país para apoiar os esforços dos diferentes blocos políticos iraquianos para formar um gabinete.

Estas declarações de al-Maliki foram divulgadas depois que fontes da Aliança Nacional Iraquiana (ANI) revelaram que vão congelar o diálogo com o grupo do primeiro-ministro em fim de mandato, o Estado de Direito, já que rejeitam que ele possa ser candidato a chefe de Governo.

A ANI, dirigida por Amar al-Hakim e terceiro grupo nas eleições, formou em junho uma aliança com a coalizão de al-Maliki para criar um bloco de maioria no Parlamento devido aos apertados resultados do pleito.

As forças políticas iraquianas não conseguiram ainda um acordo para constituir um Executivo, missão à qual também aspira a coalizão Al Iraqiya, liderada pelo ex-primeiro-ministro Ayad Allawi e que ficou em primeiro lugar nas últimas eleições.

Na ocasião, a Al Iraqiya obteve 91 dos 325 cadeiras do Parlamento, enquanto a segunda, o agrupamento de al-Maliki, obteve 89 assentos e a ANI 70.

Por sua parte, a Al Iraqiya disse neste domingo em comunicado que sua plataforma continua o diálogo com outros blocos políticos vencedores nas eleições, como o Estado de Direito, a ANI e as alianças dos grupos curdos, entre outros.

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