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01/08/2010 - 13h44

Secretário de Defesa dos EUA diz que Wikileaks é "culpado moralmente"

Washington, 1 ago (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou hoje que Wikileaks é "o culpado moralmente" pelo que ocorrer às tropas estrangeiras e às afegãs a partir da publicação de 76 mil documentos classificados sobre a guerra no Afeganistão.

Em entrevista à rede "ABC", o responsável do Pentágono foi mais suave com Wikileaks na hora de criticar a divulgação de informação sensível a partir do ponto de vista da inteligência e da segurança das tropas, que o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, o almirante Mike Mullen, quem disse esta semana que a organização "tem as mãos manchadas de sangue".

Após o vazamento dos documentos - que revelam operações secretas, mortes de civis que nunca foram informadas e denunciam a ajuda dos serviços secretos paquistaneses ao movimento talibã - os insurgentes asseguraram que buscarão as pessoas nomeadas nos papéis para fazer represálias.

Para Gates, as declarações dos talibãs justificam a preocupação do Governo americano de que as vidas dos militares afegãos, dos soldados dos EUA e das forças aliadas possam estar em risco pelo vazamento.

O portal "publicou os documentos sem levar em conta as consequências" que possa ter, disse o secretário de Defesa.

Mullen que foi entrevistado pela "NBC", disse que o vazamento não tinha "precedentes" em seu alcance e volume na história.

De fato, a divulgação dos documentos foi classificada como o maior vazamento desde os chamados "Papéis do Pentágono", um estudo secreto do Departamento de Defesa sobre o envolvimento político-militar dos EUA no Vietnã de 1945 a 1967, que revelava as mentiras do Governo do presidente Lyndon Johnson e que foi publicado em 1971 pelo "The New York Times".

O chefe do Estado-Maior Conjunto também assegurou que o Pentágono está tentando proteger os informantes afegãos que aparecem nos 91 mil documentos do Wikileaks, que publicou no domingo passado 76 mil, mas que afirma dispor de outros 15 mil, depois da ameaça dos talibãs.

Gates assegurou que os paquistaneses intensificaram sua cooperação com os EUA na luta contra os insurgentes em áreas tribais na fronteira com o Afeganistão comparado com há 18 meses.

Um dos documentos faz referência à possibilidade de que os talibãs tenham mísseis Stinger, mas o secretário de Defesa disse não acreditar nisso.

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