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02/08/2010 - 08h46

EUA adotarão novas sanções contra Coreia do Norte nas próximas semanas

Seul, 2 ago (EFE).- O Governo dos Estados Unidos adotará "nas próximas semanas" novas sanções contra a Coreia do Norte para isolar entidades e indivíduos do país asiático envolvidos em atividades ilícitas, confirmou hoje em Seul um enviado americano.

O assessor especial para o Controle de Armas e Não-Proliferação dos EUA, Robert Einhorn, indicou que o objetivo dessas sanções será limitar "atividades ilícitas que contribuem para financiar" o programa nuclear e de mísseis de Pyongyang.

Ele também afirmou que os EUA procuram dissuadir o regime comunista norte-coreano de "novas provocações", em referência ao afundamento da embarcação sul-coreana "Cheonan" em 26 de março, perto da fronteira marítima com a Coreia do Norte.

Uma equipe internacional de investigadores auspiciada pela Coreia do Sul concluiu em maio que a corveta foi atingida por um torpedo norte-coreano, algo negado por Pyongyang.

Em resposta ao incidente, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou no mês passado em Seul novas sanções contra a Coreia do Norte. Além disso, EUA e Coreia do Sul já fizeram exercícios militares conjuntos no mês passado como forma de demonstração de força ante o regime de Kim Jong-il.

Einhorn chegou ontem a Seul para estudar com as autoridades sul-coreanas os detalhes dessas sanções.

Em entrevista coletiva, o assessor americano ressaltou que elas serão dirigidas contra indivíduos e entidades envolvidas no fornecimento de armas ou produtos de luxo à Coreia do Norte, atividades ilegais que "frequentemente são realizadas por ou para funcionários norte-coreanos".

As atividades ilegais também se referem à falsificação de dólares e outros bens, o tráfico de drogas ou atividades financeiras em nível internacional, segundo Einhorn.

"Sabemos que essas atividades representam centenas de milhões de dólares anuais para a Coreia do Norte", explicou o enviado americano, citado pela agência local "Yonhap".

Sob as novas sanções, Washington fará uma lista negra de entidades e pessoas envolvidas nessas atividades e bloqueará seus bens ou propriedades nos EUA.

A lista será publicada para que, com isso, esses indivíduos e entidades fiquem isolados do sistema financeiro internacional e comercial, acrescentou Einhorn.

Ele destacou que, para que as sanções tenham mais efeito, é importante a cooperação de terceiros países e especialmente da China, principal aliado do regime de Pyongyang.

Durante sua visita a Seul, Einhorn se reuniu com o titular de Exteriores sul-coreano, Yu Myung-hwan; o negociador sul-coreano no diálogo nuclear, Wi Sung-lac; e o vice-ministro de Exteriores, Lee Yong-joon.

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