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02/08/2010 - 18h16

Presidência sudanesa decidirá sobre regiões em disputa entre norte e sul

Cartum, 2 ago (EFE).- A Presidência do Sudão decidirá sobre as regiões em disputa entre o norte e o sul do país, depois que o comitê encarregado de delimitar a fronteira entre as duas áreas anunciou hoje que abandonava a tarefa após meses de discussões.

O presidente do comitê, Abdala al Sadeq, disse hoje em Cartum que, após três meses de debates, os integrantes do órgão não chegaram a um acordo sobre zonas em disputa como Ebey, rica em petróleo.

Mesmo assim, Sadeq assegurou que, até agora, 80% da fronteira entre o norte e o sul do Sudão, o que equivale a 1.400 quilômetros, está delimitada.

Segundo Sadeq, é possível terminar o processo antes de janeiro, para quando está prevista a realização de um referendo entre os habitantes do sul que decidirão sobre sua autodeterminação ou não.

O Partido do Congresso Nacional (PCN), do presidente Omar al-Bashir, advertiu seu aliado no Executivo federal, o Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS), que governa no sul, que não vai colaborar no referendo sem que as fronteiras estejam delimitadas.

O norte do Sudão, de maioria muçulmana, e o sul, predominantemente cristão e animista, travaram uma guerra de mais de 20 anos que concluiu com um acordo de paz em 2005 que estipulava tanto a realização do pleito geral de abril passado, como o referendo sobre a independência do sul no começo de 2011.

Mais de dois milhões de pessoas morreram no conflito, que começou em 1983, quando o regime de Cartum impôs a lei islâmica em todo o país e os rebeldes do sul pegaram em armas.

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