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03/08/2010 - 22h01

Fidel Castro pede a Obama, em nome dos cubanos, que evite guerra nuclear

Havana, 3 ago (EFE).- O ex-presidente cubano Fidel Castro pediu hoje ao chefe de Estado americano, Barack Obama, para que evite a guerra nuclear, em uma nova edição de suas "Reflexões" onde faz o apelo "em nome do povo de Cuba".

"Nesta ocasião, me dirijo pela primeira vez na vida ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: o senhor deve saber que em suas mãos está oferecer à humanidade a única possibilidade real de paz. Só em uma ocasião poderá o senhor fazer uso de suas prerrogativas ao dar a ordem de atirar", escreve Fidel.

Em seu artigo, divulgado no site oficial "Cubadebate", Fidel diz que "todos em seu país, inclusive seus piores adversários de esquerda ou de direita, com segurança o agradecerão, e também o povo dos Estados Unidos, que não é em absoluto culpado da situação criada".

O ex-presidente cubano diz compreender que não se pode esperar uma resposta rápida de Obama, mas pede para que pense bem e consulte seus especialistas, aliados e inclusive adversários internacionais.

"Não me interessam honras ou glórias. Faça! O mundo poderá se libertar realmente das armas nucleares e também das convencionais", acrescenta o líder cubano.

Em seu artigo, Fidel Castro volta a falar do risco de uma guerra nuclear causada pela tensão com a Coreia do Norte depois do "estranho fato" do afundamento da embarcação sul-coreana "Cheonan" e também pelo conflito com o Irã e seu programa nuclear.

Segundo o líder cubano, se Obama der a ordem de cumprir a resolução do Conselho de Segurança da ONU para o registro de navios mercantes iranianos, "estará decretando o afundamento de todos os navios de guerra norte-americanos" na região porque Teerã "declarou que disparará 100 foguetes contra cada um dos navios dos Estados Unidos e Israel que bloqueiam o Irã".

"Nenhum presidente dos Estados Unidos teve que tomar tão dramática decisão. (Obama) Deveria ter previsto", diz o ex-presidente cubano.

Fidel Castro também dedica boa parte de seu texto aos efeitos da mudança climática e ao vazamento de petróleo no Golfo do México.

Sobre este assunto, chama a atenção sobre o "silêncio total" nos últimos dias sobre "os riscos de gás metano emanando dos poços que não estão em produção".

Fidel também menciona às informações sobre a divulgação de documentos sobre a guerra do Afeganistão em um lugar de internet.

Fidel Castro, que completa 84 anos no próximo dia 13, reapareceu ativamente na vida pública há algumas semanas depois de quatro anos distante devido a uma doença que o obrigou a ceder a Presidência a seu irmão Raúl.

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