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03/08/2010 - 06h17

Polônia se divide em polêmica sobre cruz em homenagem a presidente morto

Varsóvia, 3 ago (EFE).- A Polônia permanece dividida perante os planos do Governo de retirar nesta terça-feira a cruz de madeira instalada em frente ao palácio presidencial de Varsóvia em memória do anterior presidente, Lech Kaczynski, e dos outros 95 falecidos na tragédia aérea de Smolensk.

A Polícia vigia desde esta madrugada os acessos ao palácio, enquanto dezenas de manifestantes protestam contra os planos do presidente Bronislaw Komorowski de transferir a cruz a uma igreja próxima.

A cruz foi instalada por grupos de escoteiros no último dia 15 de abril, cinco dias depois que caiu no aeroporto russo de Smolensk o avião no qual viaja a delegação polonesa que ia participar de uma cerimônia no cemitério de Katyn, onde em 1940 foram assassinados 20 mil oficiais poloneses por ordem de Stalin Desde então, a cruz se tornou uma espécie de lugar de peregrinação para centenas de milhares de cidadãos e ainda são muitos os poloneses que depositam flores e velas em memória dos mortos.

"É uma vergonha que os políticos a retirem, foi colocada pela sociedade em lembrança de todos os mortos, não só do presidente", disse um dos manifestantes, que levavam bandeiras polonesas e cantavam slogans como "Polônia não é Belarus, onde está a liberdade?".

Jaroslaw Kaczynksi, irmão gêmeo de Lech, declarou que a decisão de Komorowski não é nada além de uma prova de suas "verdadeiras intenções de acabar com a tradição e a história polonesa".

Komorowski venceu as eleições presidenciais do último dia 4 de julho, superando Jaroslaw Kaczynski, que pretendia assumir a chefia do Estado para continuar a missão de seu irmão morto.

A Igreja Católica também permanece dividida. Embora muitos sacerdotes considerem que a cruz deveria permanecer em frente ao palácio, outros acreditam que é melhor levá-la a um templo perante o temor de que possa se tornar um símbolo do falecido Kaczynski.

O ato de retirada da cruz de madeira está previsto para esta tarde, apesar dos protestos de grupos extremistas, que colocaram uma nova cruz nas imediações em um desafio à decisão das autoridades.

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