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04/08/2010 - 01h14

Cubano preso nos EUA deixou cela de castigo, segundo Governo da ilha

Havana, 3 ago (EFE).- Gerardo Hernández, um dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos por espionagem e que supostamente está doente, foi tirado da cela de castigo na qual se encontrava desde o fim de julho e levado à área habitual onde cumpre pena, segundo informou a televisão estatal da ilha.

Uma nota oficial lida no noticiário do canal explicou que "o Departamento de Estado (dos EUA), na tarde de ontem (segunda-feira), informou às autoridades cubanas sobre a mudança".

Segundo a nota, Hernández "falou por telefone com sua esposa, Adriana Pérez, e informou que na tarde de ontem, 2 de agosto, tinha sido transferido da cela de castigo na qual se encontrava desde o último dia 21 de julho para a área habitual onde cumpre sua injusta pena".

Assinalou que Pérez, na conversa com seu marido, "sentiu que ele estava com bom ânimo e elevada moral".

Além disso, agradeceu "em nome do povo cubano" pelas mostras de "apoio e a solidariedade" de diversas organizações e pessoas de boa vontade que "reivindicaram o fim deste cruel e desumano tratamento".

Nos últimos dias, as autoridades da ilha denunciaram que Hernández, reconhecido como "Herói da República de Cuba", assim como seus quatro companheiros presos nos EUA, tinha sido confinado em uma cela de castigo e tinha problemas de saúde.

Hernández, de 45 anos, foi detido junto a René González, Antonio Guerrero, Fernando González e Ramón Labañino em 1998, no estado americano da Flórida, e um tribunal federal de Miami os declarou culpados de conspirar contra a segurança nacional americano através da chamada rede de espionagem "Vespa" em 2001.

O ex-presidente cubano Fidel Castro também falou sobre a situação para dizer que Hernández estava submetido a uma situação de "tortura" que ocorria "impunemente, como aconteceu quando condenaram injustamente os 'Cinco' nos tribunais norte-americanos".

No domingo passado, a Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento) aprovou uma declaração de protesto no qual requisitou que a situação em que se encontrava Hernández, preso nos EUA há doze anos, devia "cessar imediatamente".

Hernández cumpre duas condenações de prisão perpétua, uma por espionagem e outra por conspirar para a queda de dois pequenos aviões do grupo anticastrista de Miami "Irmãos ao Resgate", abatidos em 1996 por caças cubanos em um incidente no qual morreram quatro pilotos.

A sentença de dois dos condenados foi rebaixada recentemente depois que um tribunal de apelações ordenou que elas fossem revisadas por considerá-las excessivas, mas a condenação de Hernández foi ratificada em 2008 por um painel de três juízes de um Tribunal de Atlanta.

Em Cuba, os agentes são considerados "heróis" que lutavam contra o terrorismo, já que o Governo afirma que espionavam para evitar atentados contra a ilha, sem representar ameaça alguma para a segurança dos Estados Unidos.

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