UOL Notícias Notícias
 
04/08/2010 - 10h29

Greenpeace critica eliminação de guardas-florestais na Rússia

Moscou, 4 ago (EFE).- A organização Greenpeace criticou hoje a eliminação dos guardas-florestais na Rússia, país que abriga 23% da superfície florestal do planeta (809 milhões de hectares).

"Foram eliminados mais de 70 mil cargos de guardas-florestais. Agora, não há ninguém que se encarregue da vigilância das montanhas, apenas funcionários em seus escritórios", assegurou à Agência Efe Alexei Yaroshenko, analista do Greenpeace.

Yaroshenko explicou que a lei florestal aprovada em 2006 e que entrou em vigor no ano seguinte eliminou a figura do guarda-florestal e entregou a responsabilidade da proteção das florestas às regiões administrativas e aos proprietários de terras.

"Nós sempre nos opusemos à aprovação dessa lei, mas o Governo não nos levou em conta. Todo ano serão queimadas mais e mais árvores", disse.

Essa lei beneficiou os empresários madeireiros, os produtores de celulose e as construtoras, que desde então podiam cortar quando bem entendessem as árvores nas florestas que tivessem arrendado.

O ativista cifrou em 2 bilhões de rublos (50 milhões de euros) o dinheiro alocado pelas autoridades federais às regiões administrativas em 2010 para combater o fogo em seus territórios.

"O Governo se equivoca. É muito pouco dinheiro. Seriam necessários 30 bilhões de rublos (750 milhões de euros) para garantir a segurança das florestas em todo o país", comentou.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ordenou que sejam atribuídas responsabilidades entre as autoridades locais pela inação diante dos incêndios, mas elas respondem que carecem de meios para prevenir os incêndios em tão vasto território.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h19

    0,73
    3,281
    Outras moedas
  • Bovespa

    16h22

    -1,87
    61.464,98
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host