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04/08/2010 - 11h35

Israel assegura que ONU corrobora sua versão sobre enfrentamento com Líbano

Daniela Brik.

Jerusalém, 4 ago (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, analisou hoje com seu gabinete de segurança o enfrentamento armado ocorrido ontem na fronteira com o Líbano e assegurou que as Nações Unidas corroboram a versão israelense dos fatos.

"O anúncio feito hoje pela ONU corrobora com clareza a versão israelense dos fatos. Nossa atividade de rotina ontem foi realizada inteiramente no sul da fronteira, do lado israelense, e o Exército libanês abriu fogo sem nenhuma provocação ou justificativa", explica um comunicado emitido por Mark Regev, assessor para a imprensa estrangeira do primeiro ministro israelense.

Netanyahu se reuniu na manhã de hoje em Jerusalém com ministros de seu Gabinete e altos funcionários de segurança para analisar o choque na fronteira com o Líbano, no qual três soldados libaneses morreram, além de um israelense e um jornalista.

O premiê de Israel acusou ontem o Governo libanês de ser o "responsável direto" do enfrentamento entre seus respectivos Exércitos na fronteira comum, que qualificou de "violenta provocação", e advertiu que seu país "seguirá respondendo com vigor toda tentativa de violar a calma em sua fronteira norte".

O primeiro-ministro considerou o incidente como uma "clara violação" da resolução do Conselho de Segurança da ONU que pôs fim à guerra entre Israel e a milícia xiita libanesa Hisbolá em 2006, na qual 1.200 pessoas morreram, em sua maioria civis libaneses.

Ambas as partes se acusam mutuamente de ter desencadeado as hostilidades na zona fronteiriça, no pior enfrentamento registrado nos últimos quatro anos entre os dois países.

Beirute acusou Israel de ter cruzado a linha técnica na fronteira e violado sua soberania, enquanto os israelenses afirmam que uma patrulha queria apenas podar uma árvore, movimento que tinha sido coordenado previamente com a Força Interina da ONU no Líbano (Finul), quando foi atacada em seu território pelos libaneses.

Hoje, a atividade das tropas israelenses é normal na fronteira e, segundo a imprensa local, os soldados foram instruídos a responder qualquer provocação.

Fontes militares israelenses confirmaram hoje à Efe que os trabalhos de poda da cerca de vegetação continuaram hoje sem incidentes.

Por outro lado, a Finul confirmou hoje, em comunicado, que "as árvores que estão sendo podadas pelo Exército israelense estão situadas ao sul da 'linha azul', do lado israelense".

Contudo, reconhece que o Governo libanês tem algumas reservas na zona no que se refere à "linha azul", assim como o israelense também teve em outros pontos no momento em que o traçado foi delimitado em 2000, como a linha de retirada das forças israelenses do Líbano.

"No entanto, tanto o Líbano quanto Israel confirmaram ao secretário-geral da ONU que, apesar de suas reservas, consideravam a linha como única responsabilidade da organização e prometeram respeitá-la como foi traçada", afirma a nota.

O assessor político da Finul Milos Strugar assegurou hoje à emissora militar israelense que o Exército do país tinha informado à força da ONU "que ia realizar trabalhos de manutenção" na fronteira.

Israel enviou uma carta de protesto ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que ontem pediu a máxima calma às partes.

Na carta, o Estado judeu responsabiliza o Governo libanês pelo incidente e assegura que os trabalhos de manutenção rotineiros do Exército foram realizados em um ponto a cerca de 50 metros do sul da "linha azul", entre Israel e o Líbano.

"Esses ataques ameaçam a estabilidade, a paz e a segurança em nossa região", declarou o encarregado de negócios israelense na ONU, Daniel Carmon, que assegurou que seu país exerceu seu direito de se defender dos ataques iniciados por forças libanesas.

Em uma tentativa de diminuir a tensão e evitar uma escalada bélica de maiores consequências, o Exército israelense participará hoje de uma reunião trilateral com forças libanesas e da Finul, com o objetivo de configurar linhas de atuação para impedir que enfrentamentos como o de ontem se repitam.

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