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04/08/2010 - 12h01

Juristas pedem interferência da ONU para frear crimes dos aiatolás

Paris, 4 ago (EFE).- A Comissão Internacional de Juristas (CIJ) pediu hoje à ONU que interfira "urgentemente" para que o regime dos aiatolás, ao qual são atribuídas 33 mil execuções de opositores políticos em uma campanha de repressão em 1988, "deixe de condenar inocentes".

Nesta quarta-feira, o presidente da comissão organismo, William Bourdon, explicou em entrevista coletiva em Paris que a tragédia, "que acabou com pessoas que simplesmente defendiam suas ideias" continua hoje em dia, "apesar de os Governos ocidentais e a comunidade internacional permanecerem em um cúmplice silêncio".

O alvo é que "a justiça internacional se interesse pelo massacre" de milhares de prisioneiros políticos detidos nas prisões do país de forma deliberada e sistemática.

Além do presidente da CIJ, na entrevista coletiva falaram "pela primeira vez" algumas das vítimas da onda repressiva de 1988 e fizeram pedido para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas investigue os episódios para depois "julgar os articuladores dos fatos.

A irmã de uma vítima que morreu na prisão disse que o corpo do familiar, executado em 1988 após passar mais de cinco anos atrás das grades, jamais apareceu.

Entre lágrimas, ela lamentou que, enquanto "os responsáveis pelo genocídio não forem julgados e continuarem fazendo o que bem entendem, haverá pessoas que, como ela, sofrendo diariamente com a destruição de duas famílias.

Um ex-prisioneiro contou que das 12 mil pessoas que entraram com ele na prisão só 250 sobreviveram.

"Durante os 11 anos que estive detido não pude receber visitas de meus familiares nem sair da prisão até que me libertaram por eu estar muito doente", explicou.

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