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04/08/2010 - 13h44

Líderes sírio e druso acusam Israel de "minar" estabilidade no Líbano

Damasco, 4 ago (EFE).- O presidente sírio, Bashar al-Assad, e o líder druso libanês Walid Jumblatt acusaram Israel hoje, em Damasco, de "minar" os esforços para estabilizar o Líbano após o choque armado de ontem, no qual cinco pessoas morreram.

Al-Assad, Jumblatt e o ministro de Obras Públicas e Transportes libanês, Ghazi al-Aridi, discutiram na capital síria os últimos eventos na região, "especialmente após a agressão israelense contra o Líbano e suas graves repercussões", informou a Presidência síria, em comunicado.

Os dirigentes ressaltaram que o objetivo israelense com o enfrentamento armado de ontem foi "enfraquecer os esforços iniciados para estabilizar o Líbano, sobretudo depois da cúpula trilateral" entre os líderes de Líbano, Síria e Arábia Saudita na sexta-feira passada, em Beirute.

Al-Assad e Jumblatt também destacaram, segundo a nota, "que a resistência libanesa constitui uma garantia real frente aos argumentos israelenses hostis ao Líbano".

Jumblatt, cuja visita a Damasco é a terceira desde março, disse aos jornalistas no final da reunião que Israel atacou ontem em represália pela cúpula trilateral.

"Alguns ficaram incomodados com esta cúpula", acrescentou o influente líder libanês, que comemorou "o esforço gigantesco da união sírio-saudita, que alcançou resultados muito positivos na última cúpula em Beirute".

O dirigente druso disse que no passado houve "tentativas contínuas para separar a Síria do Líbano", mas conseguiram ser abortadas com o acordo de 17 de maio de 1983, "através do sangue e dos sacrifícios conjuntos".

"Hoje estão tentando voltar a dividir a Síria e o Líbano, por meio da neutralização do Líbano ou evitando os alvos do Tribunal Especial para o Líbano", acrescentou.

O líder druso era um dos mais fiéis aliados da Síria, mas após o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, em fevereiro de 2005, se tornou um de seus opositores mais ferrenhos.

No entanto, a partir de 2008, começou a pedir a reconciliação com a Síria, um passo que alcançou graças à mediação do grupo xiita Hisbolá, principal aliado de Damasco no Líbano.

A previsão é de que no último trimestre do ano o Tribunal Especial para o Líbano faça uma acusação formal sobre a autoria do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Hariri, em fevereiro de 2005.

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