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04/08/2010 - 11h54

Lula irá a Caracas e a Bogotá disposto a "fomentar diálogo"

Brasília, 4 ago (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a "fomentar o diálogo" entre Venezuela e Colômbia e, com esse objetivo, aproveitará as visitas que fará entre sexta-feira e sábado aos dois países para fazê-lo, informou hoje o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.

"Será uma oportunidade para mostrar que o Brasil pode ser um canal de diálogo" para resolver o conflito entre Venezuela e Colômbia, disse hoje Baumbach, sobre a viagem que o presidente começará na próxima sexta-feira.

Lula chegará na sexta-feira de manhã a Caracas, para sua 10ª reunião trimestral com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e à tarde viajará para Bogotá, onde no sábado assistirá à posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Baumbach esclareceu que as duas visitas estavam programadas antes de a Venezuela decidir romper suas relações diplomáticas com a Colômbia, depois que o embaixador colombiano na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Alfonso Hoyos, denunciou a suposta presença de guerrilheiros em solo venezuelano.

No entanto, o porta-voz disse que Lula pretende aproveitar a oportunidade para renovar sua chamada ao diálogo e à concórdia entre "dois vizinhos tão importantes" do Brasil.

Ele disse ainda que Lula "não levará proposta alguma" nem a Caracas nem a Bogotá, pois acredita que o assunto deve ser discutido pela União de Nações Sul-americanas (Unasul), que é um "fórum privilegiado" para a solução de conflitos regionais.

"O presidente reiterará sua disposição a auxiliar na retomada do diálogo e na recomposição das relações" entre Venezuela e Colômbia e manifestará sua convicção de que "o espaço sul-americano deve estar livre de tensões e conflitos", para poder avançar na integração regional, disse Baumbach.

O porta-voz também informou que, na sexta-feira à noite, Lula irá a um jantar que será oferecido pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, em fim de mandato, aos líderes convidados à posse de Santos.

Embora Lula não tenha nenhuma reunião bilateral prevista com Uribe, Baumbach reiterou que o Brasil deu "por totalmente superado" o mal-estar causado por um cruzamento de declarações entre os dois, sobre o conflito entre a Venezuela e a Colômbia.

Na semana passada, Uribe "deplorou" as declarações de Lula nas quais ele assegurava que não via nenhum conflito entre os dois países além do "verbal".

Baumbach também ratificou que o Brasil confia em que a chegada ao poder de Santos servirá para aliviar as tensões com a Venezuela.

"Sabemos que o presidente Santos quer dialogar (com Chávez) e o Brasil espera que essa propensão ao diálogo leve a uma melhora" nas relações entre os dois países, afirmou.

Baumbach informou ainda que o presidente participará de uma reunião da Cúpula América do Sul-África (ASA) e depois terá uma reunião de trabalho com Chávez, na qual serão analisados diferentes projetos de cooperação bilateral.

Entre eles, citou planos nos setores agrícola, financeiro, habitacional e outras iniciativas na área social, inclusive nas zonas de fronteira.

Em Bogotá, as atividades de Lula se limitarão ao jantar que será oferecido por Uribe na sexta-feira e aos atos de posse de Santos no sábado.

No entanto, Baumbach disse que a manhã de sábado poderia ser aproveitada por Lula para manter reuniões bilaterais com alguns dos líderes que assistirão à posse, mas disse que até agora não havia nenhuma confirmada.

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