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04/08/2010 - 12h12

Morte violenta de médico e ativista político gera comoção no Haiti

Porto Príncipe, 4 ago (EFE).- A morte do médico e militante político opositor Jean Ronald Joseph por causa de disparos feitos por supostos delinquentes produziu comoção em setores políticos do Haiti, que exigem uma investigação.

Joseph, secretário-geral adjunto do Convenção Unidade Democrática (KID) e membro do partido opositor Alternativa, morreu nesta terça-feira no centro de Porto Príncipe ao ser atacado por causa dos disparos feitos por pessoas que, segundo os meios de comunicação locais, trataram de roubá-lo e ficaram irritadas porque ele não tinha dinheiro.

O ex-diretor do Escritório Nacional de Seguro (ONA) recebeu pelo menos um disparo na cabeça.

A morte de Joseph provocou comoção entre seus familiares, colegas e setores políticos que se aproximaram do hospital onde ele foi declarado morto.

O principal líder do KID, Evans Paul, que não pôde dissimular sua emoção, condenou o crime e anunciou que planeja organizar uma mobilização para reivindicar o esclarecimento do motivo do assassinato.

Por sua vez, o ex-deputado e porta-voz da Organização do Povo em Luta (OPL) Harry Marsan qualificou a morte do médico e político de "brutal".

Marsan disse que a morte do Joseph representa um "golpe" para o país e a classe política, devido a sua importante presença no panorama político local.

Além disso, reivindicou às autoridades adotar medidas "enérgicas" para frear a onda de atividades criminosas no país.

Jean Ronald Joseph, qualificado de "homem modesto", foi um ortopedista e estudou no Haiti e na Colômbia.

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