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04/08/2010 - 08h55

ONU diz que 2 comissões investigarão ataque de Israel a navio turco

Genebra, 4 ago (EFE).- O ataque israelense à embarcação humanitária que seguia para Gaza e provocou a morte de 9 ativistas turcos será investigado por duas comissões independentes das Nações Unidas, a estabelecida pelo secretário-geral da instituição e a indicada pelo conselho de Direitos Humanos.

A confirmação foi dada hoje em entrevista coletiva pelo presidente do Conselho, Sihasak Phuangketkeow, quem defendeu a existência e o trabalho das duas comissões e tentou diferenciar seus objetivos.

Ele deixou claro que não acredita em "duplicidade" entre as comissões e alegou que consultou intensamente o processo com o escritório de Ban Ki-moon e com a Alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, e que ninguém foi contrário a existência dos dois comitês.

O Conselho de Direitos Humanos adotou em 2 de junho uma resolução condenando Israel pelo ataque, que causou a morte "de vítimas inocentes" e autorizou o envio de uma missão internacional para investigar as violações ao direito internacional humanitário cometido durante a agressão, realizada em águas internacionais, e que causou nove mortos.

Na segunda-feira passada, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convenceu Israel a aceitar uma investigação independente do ataque ao comboio humanitário para Gaza.

O comitê estabelecido por Ban será liderado pelo ex-primeiro-ministro da Nova Zelândia, Geoffrey Palmer, e o presidente em fim de mandato da Colômbia, Álvaro Uribe, que será seu presidente e seu vice-presidente, respectivamente.

Por sua vez, a comissão do Conselho de Direitos Humanos será formada por Karl T. Hudson-Phillips, de Trinidad e Tobago; Desmond de Silva, de Grã-Bretanha; e Mary Shanthi Dairiam, da Malásia.

A decisão do Executivo israelense de aceitar a missão estabelecida por Ban representa um grande avanço com relação à posição que assumiu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nos dias posteriores ao ataque.

Está é a principal diferença entre os comitês, o fato de Israel ter aceitado colaborar com a missão estabelecida por Ban, mas não com a decretada pelo Conselho de Direitos Humanos.

A missão do Conselho tem o objetivo de investigar as violações ao direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário, e os direitos humanos durante o ataque israelense, "e não analisarão o contexto político mais amplo, só indagarão o ocorrido", esclareceu Phuangketkeow.

Os membros da missão internacional deverão expor seus resultados ao Conselho durante a 15ª reunião, no mês de setembro, mesma época em que o comitê estabelecido por Ban deverá entregar suas conclusões preliminares. A final será concluída até o fim do ano.

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