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05/08/2010 - 21h04

Colômbia mobiliza quase 400 mil policiais e militares para posse de Santos

Fernando Muñoz.

Bogotá, 5 ago (EFE).- Quase 400 mil policiais e militares estarão a postos na Colômbia no próximo sábado para garantir a segurança da posse de Juan Manuel Santos como presidente, em um evento para o qual foram convidadas mais de 80 delegações internacionais, incluindo mais de dez chefes de Governo e Estado.

No total, 160 mil policiais e 220 mil soldados do Exército, além de integrantes da Marinha, das Forças Armadas e de outros organismos de segurança iniciaram hoje um aquartelamento de primeiro grau cujo objetivo é prevenir ataques guerrilheiros ou sabotagens no próximo sábado.

Bogotá concentrará as maiores medidas de segurança, com o desdobramento de 22.500 policiais e 14.500 militares.

No dia da posse, será proibido trafegar de moto com mais de uma pessoa no veículo, assim como portar armas, explicou o diretor da Polícia Metropolitana de Bogotá, general César Pinzón, à Agência Efe.

Também não poderão circular veículos que transportem entulho, mudanças ou cilindros de gás. Além disso, obras ficarão suspensas para "evitar qualquer atividade terrorista", disse Pinzón.

De acordo com um comunicado da Polícia, serão estabelecidos 44 postos de controle em Bogotá e outros sete nas entradas e saídas da cidade. Helicópteros policiais sobrevoarão a cidade dia e noite até o domingo.

Mais 500 policiais verificam desde hoje no centro de Bogotá "antecedentes penais dos que transitam na região" para neutralizar qualquer tentativa de ação terrorista, acrescenta o comunicado.

Estas medidas respondem ao incidente ocorrido em 2002, na posse do primeiro mandato do atual presidente, Álvaro Uribe, quando as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) lançaram foguetes contra a Casa de Nariño (sede do Executivo).

O ataque deixou 19 mortos, a maioria moradores de rua que estavam próximos ao palácio presidencial.

No último dia 1º, a Polícia de Bogotá informou que frustrou um plano terrorista das Farc com a detenção de quatro supostos traficantes de armas e explosivos destinados à guerrilha.

As delegações estrangeiras já começaram a chegar à Colômbia. Uma das primeiras foi a francesa, liderada pelo secretário de Estado para Assuntos Europeus, Pierre Lellouche.

Para hoje se espera a chegada do presidente da República Dominicana, Leonel Fernández.

Também devem chegar nesta quinta-feira à Bogotá o vice-presidente do Paraguai, Federico Franco Gómez, e o primeiro-ministro de Aruba, Michael Godfried Eman, representando a Holanda.

Pelo menos 13 presidentes da América Latina, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva, confirmaram que assistirão à posse, assim como o príncipe herdeiro espanhol, Felipe de Borbón.

A grande ausência será a do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que no último dia 22 rompeu as relações com a Colômbia ao considerar como uma "agressão" as acusações do Governo de Uribe de que a Venezuela apoia as guerrilhas colombianas.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje em La Paz que não estará na posse de Santos porque não foi convidado. Ainda não se sabe se haverá algum representante da Nicarágua, cujo presidente, Daniel Ortega, é aliado a Chávez.

"Não há nenhuma disposição a respeito", disse o chanceler nicaraguense, Samuel Santos, ao "Canal 12" da televisão local.

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